A menos de uma semana do primeiro turno das eleições de 2026, a Justiça Eleitoral já acumula 51.395 denúncias de possíveis irregularidades em propagandas eleitorais em todo o país.
Os registros foram feitos desde o início da campanha, em 16 de agosto, por meio do aplicativo Pardal.
O volume disparou ao longo da campanha. Em 19 de agosto, apenas três dias depois do início da propaganda eleitoral, eram 1.103 ocorrências. Em 21 de setembro, o total já havia chegado a 37.049. Uma semana depois, ultrapassou a marca de 51 mil.
As ruas concentram a maior parcela das suspeitas. 43,78% das denúncias envolvem propaganda em vias públicas fora das regras eleitorais.
Outros 11,94% estão relacionados a propriedades particulares, incluindo pinturas em muros fora dos padrões permitidos.
Também há registros envolvendo bens públicos, internet, jornais, revistas, rádio, televisão e materiais gráficos.
Adesivos de veículos maiores que o permitido estão entre as situações denunciadas. No caso de bens públicos, a publicidade eleitoral durante o período de campanha só é admitida em situações excepcionais previstas pelas regras da Justiça Eleitoral.
São Paulo dispara em denúncias
São Paulo concentra, sozinho, 10.388 ocorrências, quase o dobro da Bahia, segunda colocada, com 5.969. Minas Gerais aparece na sequência, com 4.635 registros, enquanto Pernambuco soma 3.505.
Na outra ponta estão Tocantins, com 74 denúncias, Roraima, com 104, e Piauí, com 172.
Do total registrado no país até agora, 27% das denúncias já foram transformadas em processos pela Justiça Eleitoral.
Denúncia pode ter foto e vídeo
O Pardal permite denunciar possíveis irregularidades envolvendo candidatos, partidos, propaganda e outras situações relacionadas às campanhas. Para acessar a ferramenta, é necessário entrar com a conta Gov.br ou com os dados do e-Título, mas a identidade do denunciante permanece sob sigilo.
Além da descrição do caso, podem ser enviados fotos, vídeos, áudios e endereços eletrônicos como elementos da denúncia. Após o registro, é gerado um protocolo para que o andamento da ocorrência possa ser acompanhado. (Com informações da Agência Brasil)
