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Mourão diz que sugeriu outro nome para o STF, mas foi vetado

O vice-presidente da República também criticou a demora do presidente da CCJ do Senado em pautar a sabatina de André Mendonça à Corte

13/10/2021 - 16h00

De Brasília 

O vice-presidente Hamilton Mourão (Foto: Adriano Machado/Reuters)

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, criticou nesta quarta-feira (13) a demora do presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), em pautar a sabatina do indicado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, ao STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça. 


Na sua chegada ao Palácio do Planalto, o vice-presidente, no entanto, disse ter outro nome para a Corte: o desembargador federal Thompson Flores, do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região).


Na avaliação de Mourão, Alcolumbre erra ao não pautar a indicação de Mendonça. "Acho que não está correto isso aí. Eu acho que o senador Alcolumbre deveria cumprir a tarefa dele como presidente da Comissão de Constituição e Justiça, botar o nome para ser votado e acabou. Se for aprovado muito bem; se não for, muito bem também. É o papel do Senado confirmar ou não a indicação do presidente da República", afirmou.


Cabe ao presidente da CCJ do Senado definir a data da sabatina.


Resistente ao perfil lava-jatista do ex-ministro da Justiça, sobretudo após seu distanciamento do governo, Alcolumbre "sentou em cima" da indicação de Mendonça, mas já sinalizou a aliados que pode marcar a sabatina ainda em outubro. Evangélicos têm pressionado o senador a tomar uma decisão.


Na segunda-feira, o pastor Silas Malafaia cobrou publicamente ministros do Centrão, como Ciro Nogueira, da Casa Civil, e Flávia Arruda, da Secretaria de Governo, a defenderem a indicação de Mendonça, escolhido por Bolsonaro por ser "terrivelmente evangélico".


Distante de Bolsonaro, Mourão afirmou nesta quarta-feira que tem um plano B para o STF, o desembargador Thompson Flores. A indicação do vice-presidente, contudo, teria sido rejeitada pelo chefe do Executivo. "O presidente tem conhecimento da competência técnica e profissional do desembargador, mas o presidente tem outras variáveis que leva em consideração dessa decisão", declarou o vice-presidente.


O general voltou a tecer críticas à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid, que nesta semana desistiu de ouvir, mais uma vez, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e confirmou que não estará na comitiva do governo na Cúpula do Clima (COP 26) das Nações Unidas, em Glasgow, na Escócia.


Como mostrou o Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) no sábado, Bolsonaro deixou Mourão de fora da desejada chefia da delegação brasileira na COP. A tarefa ficará a cargo do o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite. "Não estou previsto para ir à COP 26. Acho que nem o ministro de Relações Exteriores Carlos França está indo", afirmou Mourão.

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