O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, convocou protestos para esta quarta-feira (7) em todo o país, após ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
"Exibam com orgulho a bandeira colombiana nas fachadas de suas casas e prédios. Amanhã, cidadãos se reunirão em grande número em praças públicas para defender a soberania nacional. Estarei na Praça Bolívar, em Bogotá, às 16h", escreveu Petro em uma publicação na rede social X, na terça-feira (6).
O líder colombiano afirmou que fará um discurso em Bogotá, capital do país. As manifestações devem começar às 18h (horário de Brasília).
Após a operação na Venezuela no sábado (3), que capturou o ditador Nicolás Maduro, Trump descreveu Petro como “um homem doente que gosta de fabricar cocaína e vendê-la aos Estados Unidos, e não fará isso por muito tempo”, no domingo (4).
Quando pressionado por um repórter sobre se esses comentários significavam que poderia haver uma “operação” na Colômbia no futuro, o americano respondeu: “Parece-me bom”.
Petro posteriormente refutou as alegações de Trump e defendeu o histórico de seu governo no combate ao tráfico de drogas em uma longa postagem no X.
Na terça-feira (6), o colombiano sugeriu que o presidente dos EUA pretende transformar as nações da América Latina em colônias dos Estados Unidos.
“Se você ler os primeiros parágrafos da política de segurança nacional, entenderá que a Doutrina Monroe visa tornar as nações soberanas da América Latina novamente em colônias”, escreveu ele em um post no X.
"Isso vai completamente contra o direito internacional. É a mesma doutrina em torno do espaço vital que Hitler usou e que causou duas guerras mundiais", acrescentou o presidente colombiano.
No início da semana, Petro pediu que a população da Colômbia tome o poder "em cada município do país", para defendê-lo contra "qualquer ato ilegítimo de violência".
"Tenho enorme fé no meu povo, e é por isso que lhes pedi que defendam o presidente contra qualquer ato ilegítimo de violência. A forma de me defenderem é tomar o poder em cada município do país. A ordem para as forças de segurança não é atirar contra o povo, mas sim contra os invasores", escreveu o presidente. (Com CNN)