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Política

Tarcísio vai a Brasília para se reunir com quatro ministros do STF

Governador deve discutir ação que trata da participação de São Paulo no programa sobre renegociação de dívidas com a União

Conjuntura Online
11/02/26 às 10h39
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Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo (Paulo Guereta/Governo de São Paulo)

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), viaja para Brasília nesta quarta-feira (11) e terá reunião com quatro ministros do STF (Supremo Tribunal Federal): Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

De acordo com a agenda do governador, os encontros serão separados. O primeiro será com Moraes, às 12h. O último com Gilmar Mendes, às 19h.

Conforme apurou a CNN, Tarcísio deve apresentar aos ministros argumentos para que referendem a liminar de André Mendonça que validou a repactuação da dívida de São Paulo com a União.

A decisão de Mendonça foi proferida no final de janeiro. Além de validar a repactuação, também proíbe a União de impor sanções ou restrições de crédito, incluir o estado em cadastros de inadimplentes e cobrar a dívida conforme as condições contratuais anteriores.

Apesar de já estar valendo pelo caráter liminar, a decisão precisa ser referendada em plenário pelos outros ministros. Uma sessão virtual para a análise do caso está agendada para a próxima sexta-feira (13). Nesse modelo, os ministros têm uma semana para depositarem seus votos na página on-line do processo.

A ação chegou ao STF por proposição do governo de São Paulo. O estado pedia que fosse reconhecida sua adesão ao Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados). De acordo com a petição, São Paulo afirma que cumpriu todos os requisitos, mas que a Secretaria do Tesouro Nacional não reconheceu a formalização do contrato.

O Propag é um programa que estabelece a renegociação das dívidas e permite que elas sejam pagas em até 30 anos. A partir da adesão pelos estados, os valores dos débitos serão corrigidos por duas variáveis somadas: a inflação e uma taxa que pode variar entre 2% e 4%.

O programa substitui a regra anterior, estabelecia que os valores deveriam ser corrigidos por uma taxa de 4% mais a inflação ou a taxa Selic. São Palo é um dos estados com a maior dívida. (Com CNN - Brasília)

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