O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (15) que foi formado um governo de transição em Gaza. Ainda não há informações sobre as autoridades que compõem a administração.
"Como Presidente do Conselho da Paz, apoio um governo tecnocrático palestino recém-nomeado, o Comitê Nacional para a Administração de Gaza, apoiado pelo Alto Representante do Conselho, para governar Gaza durante sua transição", disse em publicação em sua rede social Truth Social.
A criação do Conselho da Paz para Gaza também foi anunciada por Trump nesta quarta (14). Segundo o republicano, os membros do órgão serão divulgados em breve.
O presidente americano afirmou, ainda, que os EUA, com o apoio do Egito, da Turquia e do Catar, estão trabalhando para garantir um acordo de desmilitarização com o grupo terrorista Hamas.
"O Hamas deve IMEDIATAMENTE honrar seus compromissos, incluindo a devolução do último corpo a Israel, e prosseguir sem demora para a desmilitarização completa. Como já disse antes, eles podem fazer isso do jeito fácil ou do jeito difícil", disse.
Nesta quarta-feira, o enviado especial dos EUA para a paz na Faixa de Gaza, Steve Witkoff, anunciou o início da Fase Dois do plano de 20 pontos de Trump para encerrar o conflito na região que já previa a formação do novo governo.
"A Fase Dois estabelece uma administração tecnocrática palestina de transição em Gaza, o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), e inicia a desmilitarização total e a reconstrução de Gaza, principalmente o desarmamento de todo o pessoal não autorizado", escreveu Witkoff.
Além disso, a nova etapa consiste em:
- desmilitarizar Gaza completamente,
- iniciar a reconstrução.
O anúncio foi feito em uma publicação nas redes sociais, na qual Witkoff afirmou que a segunda fase marca a transição do cessar-fogo para um novo arranjo político e de segurança.
O plano prevê o desarmamento de todo o pessoal considerado "não autorizado" na Faixa de Gaza. Witkoff afirmou que o descumprimento das obrigações “acarretará sérias consequências”, sem detalhar quais medidas poderiam ser adotadas.
"Os EUA esperam que o Hamas cumpra integralmente suas obrigações, incluindo a devolução imediata do último refém falecido. O não cumprimento trará sérias consequências", disse Witkoff.
Na publicação, o enviado também destacou os resultados da Fase Um do plano, que, segundo ele, "garantiu a manutenção do cessar-fogo, permitiu a entrada de ajuda humanitária em larga escala e resultou na libertação de todos os reféns sobreviventes". Além disso, os restos mortais de 27 dos 28 reféns mortos teriam sido devolvidos. (Com g1)
