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Política

Trump cita opções, caso não possa usar tarifas para obter a Groenlândia

A Suprema Corte dos Estados Unidos avalia se aplicação das taxas impostas pelo governo americano a outros países é legal

Conjuntura Online
20/01/26 às 22h51
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O presidente dos EUA, Donald Trump. (Foto: Reuters/Kevin Lamarque)

O presidente Donald Trump sugeriu nesta terça-feira (20) que poderia usar instrumentos além de tarifas para adquirir a Groenlândia, em um aviso velado enquanto a Suprema Corte avalia a legalidade de suas ações no comércio global.

“Vocês vão descobrir”, respondeu Trump quando um repórter perguntou até onde ele estaria disposto a ir para garantir o controle da ilha ártica.

Questionado se uma decisão da Suprema Corte contra suas tarifas inviabilizaria sua estratégia, o presidente disse: “Vamos ter que usar outra coisa”, acrescentando que iria “dar uma olhada na palavra licenças, dar uma olhada em outras coisas”.

Ele observou que as tarifas continuam sendo sua abordagem preferida.

“Mas o que estamos fazendo agora é o melhor, o mais forte, o mais rápido, o mais fácil, o menos complicado”, afirmou.

O presidente aumentou significativamente a pressão sobre aliados europeus em relação à Groenlândia, ameaçando impor novas tarifas abrangentes caso não seja fechado um acordo que resulte no controle do território pelos Estados Unidos.

Ele também enviou uma carta ao primeiro-ministro da Noruega vinculando o fato de não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz aos seus esforços para adquirir a Groenlândia. 

Qual o interesse de Trump na ilha ártica

Donald Trump manifestou interesse em controlar ou comprar a Groenlândia por razões estratégicas, econômicas e geopolíticas. A proposta ganhou repercussão internacional, mas foi rejeitada pela Dinamarca e pelas autoridades locais. Eis os principais motivos:

1) Importância geopolítica no Ártico

A Groenlândia ocupa uma posição-chave no Ártico, rota cada vez mais relevante com o degelo, que abre caminhos marítimos mais curtos entre Europa, Ásia e América do Norte. Controlar a ilha ampliaria a influência dos EUA numa região disputada por grandes potências.

2) Segurança e defesa

Os EUA já mantêm presença militar na ilha (como a base de Thule). O controle direto fortaleceria sistemas de defesa antimísseis, vigilância aérea e monitoramento do Ártico, área sensível em termos de segurança global.

3) Recursos naturais estratégicos

A Groenlândia possui terras raras, minerais críticos e potencial energético. Esses recursos são estratégicos para tecnologia e indústria, e reduzir dependências externas é um objetivo recorrente da política americana.

4) Mudanças climáticas

O aquecimento global torna a região mais acessível, elevando o valor econômico e estratégico da ilha — fator que intensifica o interesse internacional.

5) Limites políticos

A Groenlândia é um território autônomo dentro do Reino da Dinamarca, e tanto Copenhague quanto os líderes groenlandeses rejeitaram a ideia, afirmando que a ilha “não está à venda”.

Em resumo: o interesse de Trump reflete uma visão de poder baseada em geopolítica do Ártico, segurança, recursos e rotas futuras — mas a proposta não avançou por falta de respaldo político e jurídico.

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