O 1º site político de Mato Grosso do Sul   |   13 de Abril de 2024
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Com a etapa dos cabeça de chapa praticamente zerada, começam as articulações de bastidores para o fechamento das candidaturas em Campo Grande. A escolha de vice, embora seja vista como algo protocolar, ganhou importância estratégica e política nos últimos tempos, não apenas nas eleições municipais, mas também nas disputas gerais. Com as eleições se alternando a cada dois anos, é sempre quase provável a ascensão do vice, principalmente se o leito for bem cacifado e tiver boa densidade eleitoral. Em outras palavras, ser vice tem permitido a titularidade em muitas situações pela alta probabilidade em assumir.

Cara metade
Cara metade

Por falar em definições, na órbita da frente de apoio à pré-candidatura do deputado federal Beto Pereira, do PSDB, os nomes começam a ser colocados na mesa. Depois da especulação de Beto Pereira compor a chapa com o presidente da Câmara,  compor com o presidente da Câmara, vereador Carlos Augusto Borges (PSB), o “Carlão”, ganhou força a sugestão de lançar a fundadora da Associação Juliano Varela, Maria Lúcia Fernandes, a “Malu”, cotada não sela história de superação, mas também porque é mulher, uma aliada importante para o pré-candidato tucano, tendo em vista que ele de se confrontar com nada menos que três candidaturas femininas competitivas – a prefeita Adriane Lopes (PP), a ex-deputada Rose Modesto (União Brasil) e a deputada federal Camila Jara (PT). Não seria nada estratégico compor uma chapa só de homens. Malu é filiada ao PSD.

O troco

Frustrou e tentativa de bajulada em cima do presidente Lula, que faz visita relâmpago em Campo Grande para acompanhar embarque do primeiro grande lote de carne para a China em duas unidades da JBS. Os vereadores petistas Ayrton Araújo e Luiza Ribeiro tentaram em vão colocar em votação proposta de concessão de título de visitante ilustre para o presidente, mas faltou quórum regimental. De quebra, a proposta foi alvo de trolagem do vereador Sandro Benites (PP), quer lamentou não ter tido a oportunidade de votar contra, lembrando que quando se precisou de votos do PT nenhum vereador apoiou. O presidente da Câmara, vereador Carlão (PSB) disse que essas rusgas não são produtivas, embora seja uma questão de reciprocidade, advertindo, no entanto, que um gesto entre adversários não custa nada, é uma demonstração de maturidade política.

De pai para filho

A propósito, nem só de boas intenções e afagos se faz política, apesar de que a melhor moeda de troca é o emprego público. O ex-prefeito de Mundo Novo e suplente de deputado do PT na Assembleia Legislativa, Huberto Amaducci, transferiu ao filho, Raul Amaducci, vereador, o cargo que fora oferecido pelo governo Lula por indicação do deputado federal Vander Loubet. Raul já foi nomeado Coordenador-Geral de Apoio às Superintendência da Secretaria-Executiva da Presidência. O vereador se disse animado com a função (“é um cargo de grande responsabilidade”, afirmou) e avalia estar preparado para desembarcar em Brasília. Vale lembrar que Amaducci havia declinado do cargo em reação à nomeação de Rose Modesto para a Sudeco, onde gostaria de ter sido nomeado. Assim passou o prêmio de consolação para o filho.

Retorno garantido

E por falar nos cargos federais em Mato Grosso do Sul, já ficou acertado o retorno dos aliados que se desincompatibilizarão para disputar as eleições, caso não sejam eleitos. São os casos da superintendente da Sudeco, Rose Modesto União Brasil), que vai concorrer à Prefeitura da Capital, e Tiago Botelho (PT), superintendente de Patrimônio da União, e pré-candidato à Prefeitura de Dourados. Os dois superintendentes serão substituídos temporariamente por técnicos da própria equipe, sem risco de solução de continuidade. Ou seja, serão afastados, mas sem perder o poder de influência nos órgãos. No caso de Rose Modesto, o União Brasil já acertou a condicionante. Da mesma mamata foi beneficiado Junior Buguelo (PT), pré-candidato do partido em Glória de Dourados, substituído na Superintendência da Pesca pela chefe de gabinete dele, Vilma Galvão da Rosa.

Fim da litigância

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) rejeitou e colocou um ponto final na briga pessoal entre a deputada estadual, Lia Nogueira (PSDB), e sua ex-chefe de Gabinete, Patrícia Brandão, quando Lia ainda era vereadora em Dourados. O Tribunal de Justiça manteve a decisão de primeira instância proferida em 2023. Recorde-se que na sentença de primeira instância, o juiz Caio Britto, lamentou a “utilização do Poder Judiciário para benefício político a favor ou contra determinado grupo”, considerando essa uma situação “deplorável”. “não se justifica o exercício de uma ação penal para tratar acerca das ‘migalhas dos milhos distribuídos aos porcos antes de serem levados ao matadouro”, concluiu o magistrado.

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