Um novo ciclone extratropical começa a se formar nesta sexta-feira e coloca diversas regiões do Brasil em alerta, com previsões de chuvas intensas e risco de queda de granizo, segundo informações do Inmet (Instituto Nacional de Metereologia).
Os Estados de Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro devem ser impactados pelo sistema. Já o Rio Grande do Sul e o Espírito Santo terão efeitos mais limitados.
A formação começa com uma área de baixa pressão que se desloca do Paraguai em direção ao Sudeste do país. Ao longo do fim de semana, esse sistema avança para o Oceano Atlântico, onde se aprofunda em mar aberto e passa a se deslocar com trajetória para o Sul.
Segundo especialistas em meteorologia, esse tipo de sistema, apesar de comum, costuma ocorrer no outono e no inverno, especialmente no Sul do país. No entanto, este é o terceiro episódio de 2026.
- Sexta-feira (30): formação do ciclone extratropical sobre o Paraguai, deslocando-se em direção ao Sudeste;
- Sábado (31): sistema avança para o Oceano Atlântico, enquanto ainda influencia o Sudeste;
- Domingo (1): ciclone se aprofunda em mar aberto, deslocando-se para o Sul.
O que esperar do ciclone?
Apesar de receber a classificação de ciclone extratropical, ele não deve ser tão intenso como os últimos. O principal efeito será a canalização de umidade para o Centro-Sul do Brasil, o que vai intensificar a instabilidade atmosférica e favorecer chuva frequente, localmente forte, além de temporais isolados. Estados como São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás e Mato Grosso do Sul entram em alerta nessa sexta.
As chuvas devem ser intensas e mais generalizadas, especialmente em áreas que já vêm registrando volumes elevados nos últimos dias. Em regiões como a Serra da Mantiqueira, os acumulados podem ultrapassar 100 milímetros, enquanto no litoral paulista os volumes podem passar de 60 milímetros. Há risco de alagamentos, enxurradas, deslizamentos e queda de granizo, especialmente em áreas urbanas e de relevo, segundo o Inmet.
Na sexta-feira, a atuação do sistema pode provocar tempestades na cidade de São Paulo, com possibilidade de granizo em grande parte do Estado e também em municípios de Minas Gerais, principalmente no Triângulo Mineiro.
No sábado, as áreas de chuva mais intensa se concentram entre o Triângulo Mineiro e o Rio de Janeiro, com acumulados que podem superar 100 milímetros em apenas 24 horas. Também há previsão de tempestades localizadas entre o norte de Santa Catarina, o leste do Paraná e o sul de São Paulo.
Veja se vai chover na sua cidade
Mesmo após o fim de semana, o cenário segue instável. O boletim da MetSul aponta que no início da próxima semana, o ciclone deve continuar influenciando o tempo e favorecer a formação de um canal de umidade entre o Espírito Santo e o Mato Grosso, o que pode configurar um novo episódio de Zona de Convergência do Atlântico Sul, mantendo as chuvas ativas no começo de fevereiro.
Além disso, entre os dias 2 e 3 de fevereiro, uma segunda área de baixa pressão deve se deslocar do Paraguai em direção ao Paraná e a São Paulo. Esse segundo sistema não deve se transformar em ciclone, mas será suficiente para reforçar novamente a instabilidade no Sul, Centro-Oeste e Sudeste, com novos episódios de chuva forte e tempestades localizadas, acompanhadas de raios, rajadas de vento e eventual granizo.
Apesar do alerta para temporais, não há indicação de ventos intensos persistentes sobre o continente associados diretamente ao ciclone. Rajadas mais fortes podem ocorrer de forma localizada, principalmente durante tempestades convectivas, mas não se trata de um cenário de ventania contínua típica de ciclones mais intensos. (Com Globo Rural)
