O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) descartou, em conversas com interlocutores próximos, a possibilidade de concorrer ao governo de São Paulo ou ao Senado nas eleições de outubro.
Trata-se de uma expressão literal. A família de Alckmin ainda tem um sítio em Pindamonhangaba, que o ex-tucano gosta de visitar e onde tem a roçada do mato como uma de suas atividades preferidas.
Capinar, gosta de dizer Alckmin aos amigos, é uma forma de se exercitar fisicamente, mas também um exercício mental e espiritual, uma forma de estar próximo da terra e de Deus.
Em termos políticos, o que importa é Alckmin fechar completamente as portas para uma eventual candidatura ao governo estadual ou ao Senado por São Paulo.
O PT flertava com essa possibilidade. Para o partido, a vaga de vice na chapa com Lula poderia ser oferecida a outros aliados que ajudassem em uma composição nacional, como o MDB.
Além disso, o Palácio do Planalto está preocupado com o desempenho de Lula em São Paulo.
Se o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) for candidato à reeleição, ele desponta como favorito e pode dificultar a atração de votos em Lula no maior colégio eleitoral do país. Por isso, o Planalto avalia que ter Alckmin na eleição em São Paulo seria uma boa estratégia.
No entanto, ministros próximos de Lula e a cúpula petista reconhecem que o vice tem a prerrogativa de escolher seu próprio futuro nas urnas em 2026.
"Na minha opinião, não é posição do PT, Alckmin será o que ele quiser ser. O vice-presidente Geraldo Alckmin é, na minha avaliação, hoje uma liderança nacional de primeira grandeza no Brasil", afirmou, em dezembro, o presidente nacional do PT, Edinho Silva.
Lula costuma dizer que está satisfeito com a escolha de Alckmin, em 2022, como companheiro de chapa. Na semana passada, os dois tiveram uma conversa reservada, fora da agenda oficial.
Procurada, a assessoria do vice-presidente não fez comentários. (Com CNN - Brasília)
