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Governo demite Jean Paul Prates da presidência da Petrobras

Comunicado foi feito pelo próprio Prates a alguns aliados mais próximos; Magda Chateaubriand deve assumir cargo

14/05/2024 - 20h37

De Brasília 

Jean Paul Prates é demitido da Petrobras (Foto: Pilar Olivares/Reuters)

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, foi demitido do comando da estatal pelo presidente Lula. O comunicado foi feito pelo próprio Prates a alguns aliados mais próximos e integrantes de sua equipe, apurou a CNN.


Jean Paul Prates deve ser substituído por Magda Chateaubriand, segundo relataram fontes próximas ao comando da empresa.

Em nota, a Petrobras confirmou a saída de Prates após pedido para que o conselho de administração “se reúna para apreciar o encerramento antecipado de seu mandato como Presidente da Petrobras de forma negociada”.


“Adicionalmente, o Sr. Jean Paul informou que, se e uma vez aprovado o encerramento indicado, ele pretende posteriormente apresentar sua renúncia ao cargo de membro do Conselho de Administração da Petrobras”, afirma o comunicado.


Prates estava no comando da estatal desde o início do governo Lula, em 2023.


Polêmica com dividendos


A saída ocorre cerca de um mês após rumores da demissão de Prates em meio a debates entre membros do governo sobre a distribuição de dividendos extraordinários referentes ao exercício de 2023.


À época, o nome do presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, foi cotado para assumir o comando da petroleira.


Em março, ao divulgar que teve lucro de R$ 124,6 bilhões em 2023, a Petrobras informou que o conselho de administração havia aprovado a distribuição de R$ 14,2 bilhões em dividendos.


A decisão repercutiu negativamente no mercado financeiro e expôs entraves entre o presidente e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.


A decisão foi revista posteriormente e o conselho de administração da Petrobras aprovou no fim do mês passado a distribuição de R$ 21,9 bilhões, correspondendo a 50% dos dividendos extraordinários.


A estatal teve o segundo maior lucro de sua história no ano passado, o que permitiria o pagamento de dividendos extraordinários da ordem de 43,9 bilhões de reais, caso 100% do montante fosse pago.


Inicialmente, em reunião em março, o conselho havia decidido reter 100% dos dividendos extras possíveis em uma reserva estatutária, manifestando preocupações com a capacidade de investimento da empresa.


A aprovação dos 50% dos dividendos possíveis atende a recomendação da diretoria executiva da Petrobras, que desde o início defendeu este percentual.


O valor remanescente do montante possível para dividendo extraordinário deverá ser enviado para a reserva estatutária.

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