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Política

Juízes poderão ter indenização em dinheiro por plantões no recesso

Projeto enviado à Assembleia Legislativa permite substituir folgas por pagamentos e altera regras de funcionamento do Tribunal de Justiça

Conjuntura Online
16/10/26 às 17h28
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Vista do prédio do TJMS em Campo Grande. (Foto: Divulgação)

Magistrados de Mato Grosso do Sul poderão receber indenização em dinheiro pelos plantões realizados durante o recesso do Judiciário, em vez de usufruir dias de folga.

A possibilidade está prevista em um projeto de lei encaminhado pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) à Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul).

A proposta, que começou a tramitar nesta sexta-feira (16), altera o Código de Organização e Divisão Judiciárias do Estado e abre caminho para a conversão da licença compensatória em pagamento, desde que haja interesse público.

Pelo texto, a indenização deverá respeitar limites e critérios definidos pelo Conselho Superior da Magistratura. A medida não estabelece pagamento automático, mas cria uma alternativa à compensação por meio de folgas.

O projeto não detalha valores individuais nem apresenta estimativa de quanto a medida poderá representar em despesas. Esses pontos dependerão das regras aplicáveis à conversão das licenças.

Além da questão financeira, a proposta modifica a composição de órgãos responsáveis por julgamentos. A Seção Especial Cível terá dez desembargadores, enquanto a Criminal será formada por 12 integrantes, com funcionamento previsto para nove membros e quórum mínimo de oito.

Empates deverão favorecer o réu

Outra mudança estabelece que, nos julgamentos criminais, eventuais empates deverão favorecer o réu. O presidente do Tribunal ficará fora das votações e da distribuição dos processos, participando apenas quando necessário para desempate.

O texto também determina que as ouvidorias Judiciária e da Mulher sejam comandadas por desembargadores nomeados para mandatos correspondentes ao biênio da administração do Tribunal.

Assinado pelo presidente do TJMS, desembargador Dorival Renato Pavan, o projeto foi aprovado pelo Tribunal Pleno na quarta-feira (14). As alterações ainda dependem da análise dos deputados estaduais para entrar em vigor.

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