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Política

Motta quer investigação sobre o Master "sem nenhum tipo de interferência" 

O presidente da Câmara afirmou que apuração deve ser "imparcial" e avaliou que a fraude do banco será explorada no debate eleitoral deste ano

Conjuntura Online
09/03/26 às 12h31
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Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira (9) que as investigações sobre a fraude financeira do Banco Master devem ocorrer "sem nenhum tipo de interferência" e de forma imparcial.

Ele mencionou "decisões importantes" tomadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) na semana passada – quando o banqueiro Daniel Vorcaro foi preso –, além da atuação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

"As instituições que estão acompanhando e investigando devem funcionar sem nenhum tipo de interferência e buscando de maneira correta a punição eventual de quem cometeu algum tipo de ilícito”, disse em entrevista à Rádio Metrópole Salvador.

No Congresso, desde o início das investigações sobre o Master, parlamentares pressionam pela instalação de uma comissão de inquérito. Na Câmara, a iniciativa não deve prosperar por conta da fila de pedidos de outras CPIs que estão pendentes. Integrantes da oposição também questionam as possíveis ligações de ministros do STF com Daniel Vorcaro.

Para Hugo Motta, a fraude do Master e os seus desdobramentos devem ser uma das pautas das eleições deste ano. "As narrativas são feitas de acordo com a conveniência do lado político ao qual a operação venha a ter algum comprometimento", afirmou.

O tema, no entanto, não será o único "problema" a ser explorado na disputa eleitoral, na avaliação de Hugo Motta. “Não vejo que o assunto será só esse, nós temos outras operações também acontecendo no nosso país sobre outros assuntos que podem se tornar problemas na eleição”, acrescentou.

O presidente da Câmara, no entanto, afirmou ser necessário que o debate eleitoral tenha como foco as dificuldades "reais" da população. “Eu espero que o debate possa se dar não nesse âmbito policialesco, mas no âmbito dos problemas reais da vida do povo brasileiro”, declarou.

Ele citou, como exemplos de propostas relevantes que estão em análise na Câmara, o fim da escala de trabalho 6x1 e a regulamentação das regras para trabalhadores de aplicativos. As duas matérias devem ser debatidas na Casa nesta semana.

A PEC do fim da jornada 6x1 terá a primeira audiência pública na terça-feira (10) com a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Já o projeto sobre os entregadores de apps aguarda votação na comissão especial. (Com CNN - Brasília)

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