O 1º site político de Mato Grosso do Sul   |   06 de Março de 2021
Publicidade
Últimas Notícias
Publicidade
Willams Araújo
De aliado a rival

O PSD de Mato Grosso do Sul deve dar início a um novo projeto político depois de reeleger em 2020 o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, tendo como principal aliado o PSDB do governador Reinaldo Azambuja. Outro cenário se desenha para 2021, uma vez que a cúpula tucana trabalha forte o nome do secretário Eduardo Riedel (Infraestrutura) para disputar o Parque dos Poderes, sonho antigo do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que já comunicou ao presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, o desejo de concorrer ao cargo. Para analistas, o confronto entre os dois principais grupos políticos do Estado será inevitável. 


Munição

Aliás, mesmo estando longe de ser favorito, Nelsinho Trad terá condições de entrar na disputa estadual mais cacifado depois que começou a respirar o ar de Brasília, onde tem tido atuação de destaque, quer no plenário do Senado ou nas comissões temáticas que participa.  Apenas para refrescar a memória dos incautos, ele disputou o Parque dos Poderes em 2014, quando pertencia ao MDB de André Puccinelli, eleição vencida por Reinaldo Azambuja (PSDB) quando  o então senador Delcídio do Amaral (PT) desfilava como dono da cadeira. 

Mosca azul
Mosca azul

De olho no processo sucessório estadual, outras lideranças importantes do Estado com destaque nacional, como a ministra da Agricultura e deputada federal licenciada Tereza Cristina (DEM-MS) e a senadora Simone Tebet (MDB-MS) estão em alta cotação dentro de seus partidos para disputar o governo sul-mato-grossense. Mas setores do MDB ainda nutrem esperança em “ressuscitar” politicamente a sua maior estrela, o ex-governador André Puccinelli, nome de consenso dentro do partido para postular o cargo mais cobiçado pelos políticos.  Enquanto muitos duvidam da participação do líder político nas eleições de 2022 no confronto com duas máquinas governamentais, outros apostam inclusive em seu favoritismo. 

Por fora

O certo é que as articulações de pré-candidatos a governador no próximo pleito já estão em andamento e alguns cenários de confronto já podem ser antecipados envolvendo cabeças coroadas do Estado. Além dessas peças importantes no tabuleiro de xadrez político sul-mato-grossense, outros nomes despertam interesse dentro de seus partidos pela disputa ao governo do Estado, como os do procurador licenciado Sérgio Harfouche (PSC) e da senadora Soraya Thronicke (PSL-MS). Não é à toa que ela lança este mês o ousado “Fórum de Integração MS Certo” por meio do qual promete percorrer todos os rincões do Estado em busca de votos. 

Abram alas

Em São Paulo, o PSDB comanda a capital e o governo do estado. A vitória do tucano Bruno Covas para a prefeitura da capital, com o apoio do governador João Doria, fez com que esse grupo político saísse fortalecido. E, com certeza, haverá um nome ligado aos tucanos paulistas na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. Doria, que poderia tentar a reeleição a governador, pretende disputar a Presidência da República em 2022. 

Gentilezas

Desse modo, abre-se a possibilidade que o candidato ao governo seja alguém do grupo, mas não necessariamente do PSDB. E o vice-governador Rodrigo Garcia (DEM), hoje é o favorito para ser candidato. Doria já declarou que apoiará Garcia. O lançamento do vice faz parte de outra jogada do tucano de olho no Planalto: o DEM poderia apoiar Doria em 2022 em troca do governo paulista. Já o ex-governador Márcio França (PSB) é visto como provável adversário do grupo que comanda atualmente o estado. Ele perdeu as duas últimas eleições que concorreu. No ano passado, ficou em terceiro lugar nas eleições para a prefeitura de São Paulo. E, em 2018, perdeu o governo para Doria, no segundo turno.

Curta no Facebook
Copyright © 2004 - 2015
Todos os direitos reservados
Conjuntura Online
Rua São Remo, 390
Jardim Vilas Boas, Campo Grande / MS