O 1º site político de Mato Grosso do Sul   |   27 de Janeiro de 2021
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Willams Araújo
Corpo a corpo

Os candidatos à Presidência do Senado Simone Tebet (MDB-MS) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) aprofundaram as articulações para atrair apoios. Ela protocolou recentemente uma carta-compromisso dirigida aos colegas em que prega a união de forças no apoio ao plano nacional de vacinação contra a covid-19 e defende a aprovação de reformas importantes para o país enfrentar a crise. 

Soberania

A parlamentar também se comprometeu a “assegurar a soberania do plenário, com a participação democrática de cada uma das senadoras e dos senadores” e “democratizar a deliberação das pautas, com implantação efetiva e representativa do Colégio de Líderes”. Até o momento, Pacheco, que tem o apoio do presidente Jair Bolsonaro, é apontado como favorito na disputa, contando com o apoio de nove partidos (DEM, PSD, PP, PL, PT, PDT, Republicanos, Pros e PSC), que reúnem 41 parlamentares. Tebet, por sua vez, conta com apoios do MDB, Podemos, Cidadania e PSB, que somam 28 senadores.

Dúvida cruel
Dúvida cruel

Soraya Thronicke (PSL-MS) ainda está em dúvida com relação ao seu voto na disputa pelo comando da Mesa Diretora do Senado. É que ela não tem certeza de que o seu correligionário Major Olímpio (PSL-SP) retira ou não a candidatura ou vai em frente.  A desistência dele poderá levar a senadora a votar na colega Simone Tebet (MDB-MS), que precisa muito do apoio da bancada feminina. Na posse do desembargador Carlos Eduardo Contar na presidência Tribunal de Justiça de MS Soraya deu a dica: “Ele (Olímpio) disse que vai ser candidato, mas não depende só dele. Acho que o PSL vai ser o último a declarar. Nós não nos posicionamos ainda”. 

Ensaio

O presidente Jair Bolsonaro sinalizou filiação a um novo partido político em março. Após não conseguir tirar o Aliança pelo Brasil do papel, o chefe do Planalto passou a negociar a filiação a uma outra legenda para tentar a reeleição em 2022 e também levar aliados a uma nova sigla. Na segunda-feira (25), Bolsonaro foi questionado sobre o partido em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada. "Em março eu decido: ou decola o partido ou vou ter que arranjar outro", disse o presidente. "Se não decolar, a gente vai ter que ter outro partido, se não, não temos como nos preparar para as eleições de 2022".

Assédio

Em 2019, Bolsonaro saiu do PSL após um racha no partido. Parlamentares da legenda se dividiram em uma disputa por espaços internos entre o presidente da República e o presidente nacional da legenda, Luciano Bivar. No ano passado, o presidente passou a oferecer cargos e verbas federais a partidos do Centrão em troca de apoio no Congresso. Sem partido, ele é assediado pelo Centrão para uma filiação. Os convites vieram de integrantes do Progressistas, PL, PTB, Patriota e Republicanos. Os filhos Flávio Bolsonaro e Carlos Bolsonaro migraram para o Republicanos, partido ligado à Igreja Universal.

Burocracia

Para tirar um partido do papel, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) exige 492 mil assinaturas recolhidas em todo o País. Apoiadores do presidente tentaram recolher as assinaturas necessárias para as eleições municipais, sem sucesso. A mobilização foi feita em praças e em igrejas evangélicas. Na conversa com apoiadores, Bolsonaro admitiu a dificuldade para cumprir os critérios. "Muita burocracia, é muito trabalho, certificação de fichas, o tempo está meio exíguo", disse o presidente. "Não é por mim, eu não estou fazendo campanha para 2022, mas o pessoal quer disputar e queria estar em um partido que tivesse simpatia minha."

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