O 1º site político de Mato Grosso do Sul   |   13 de Julho de 2020
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Willams Araújo
Respiro

Em crise quase que generalizada, agravada ainda mais por conta do aumento do número de pessoas infectadas pelo Covid-19 (novo coronavírus) em seus municípios, os prefeitos sul-mato-grossenses podem respirar um pouco mais aliviados esta semana. É que a STN (Secretaria do Tesouro Nacional), vinculada ao Ministério da Economia, anunciou a transferência de mais de R$ 115 milhões nas contas das prefeituras. A bagatela faz parte da segunda parcela do auxílio financeiro do governo do presidente Jair Bolsonaro, que, aliás, vem, cumprido à risca seus compromissos. 

Água mole...
Água mole...

Sempre entusiasmada e defensora número um no ninho tucano de cota de maior participação da ala feminina na política, a presidente do PSDB –Mulher, Mara Caseiro reuniu esses dias 45  pré-candidatas do partido  às eleições municipais deste ano. Atual presidente da Fundação de Cultura do Estado, a ex-deputada estadual sabe que não é de hoje que a mulherada sempre frustrou as expectativas do eleitorado, não apenas nos quadros da legenda, mas em outros partidos. Atualmente, o PSDB sul-mato-grossense não possui representante na Assembleia Legislativa, duas deputadas federais (Rose Modesto e Bia Cavassa), três prefeitas, quatro vice-prefeitas e 32 vereadoras.

...pedra dura

Se não bastasse o pouco interesse das mulheres em postular cargos eletivos em Mato Grosso Sul e em todo país – até hoje ninguém sabe explicar, uma vez que elas representam maioria do eleitorado brasileiro --, a ala feminina do PSDB sul-mato-grossense se depara agora com o Covid-19, pandemia que tem deixado muita gente em casa. “É necessário termos este contato, mesmo que seja virtual. É preciso encontrar formas e maneiras de estarmos próximas  as nossas pré-candidatas trocando experiências, tirando dúvidas e trazendo ideias para fazer esta eleição, que será tão diferente das demais, além do momento que é angustiante”, conclamou Mara Caseiro durante recém viodeconferência. 

Sem o dedo

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) vai excluir a identificação biométrica nas eleições municipais deste ano em razão da Covid-19. Esta tem sido a opinião que o ministro Luís Roberto Barroso tem ouvido dos médicos consultados por ele. Um dos motivos é não ser possível passar álcool-gel nas mãos antes da leitura da digital, porque danifica o aparelho. Além do aumento do risco de contaminação, a biometria provoca maior demora no procedimento. O órgão trabalha para evitar qualquer tipo de aglomeração no dia da votação.

Onda boa

Na primeira eleição municipal após a onda conservadora que ajudou a eleger o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e governadores nos principais estados do país, prefeitos buscaram legendas mais à direita para disputar a reeleição ou emplacar seus sucessores. Levantamento recente aponta que DEM, PSD, PP e Republicanos foram os partidos que mais ganharam novos prefeitos por meio da migração partidária de 2017 a 2020. Já os tradicionais do centro político, como MDB e PSDB, e legendas mais à esquerda, como PSB, PDT e PT, perderam espaço em relação ao número de prefeitos que elegeram em 2016.

Fermento

A maioria das mudanças aconteceu na janela partidária de abril, período no qual os vereadores puderam mudar de partido sem sofrer punições. Com isso, os prefeitos e seus aliados trocaram de partido em bloco, já com vistas à eleição municipal deste ano. O DEM, que elegeu 272 prefeitos em 2016, saltou para 456 em junho deste ano. Estados do Centro-Oeste, onde o partido elegeu em 2018 os governadores Ronaldo Caiado (GO) e Mauro Mendes (MT), puxaram esse crescimento.

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