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Economia

1,28 mi de empregos são abertos em 2025 e tem o pior ano desde 2020

O número é fruto de 26,6 milhões de contratações e 25,3 milhões de demissões

Conjuntura Online
29/01/26 às 15h43
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Carteira de Trabalho convencional (Foto Rafa Neddermeyer)

O Brasil abriu 1,28 milhão vagas formais de trabalho em 2025, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados nesta quinta-feira (29) pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).

O número é fruto de 26,6 milhões de contratações e 25,3 milhões de demissões.

Os dados representam uma queda de 23% em relação a 2024, quando foram criados cerca de 1,67 milhão empregos com carteira assinada. O resultado é o pior para um ano consolidado desde 2020, ano da pandemia, quando o ano fechou com um saldo negativo de 189 mil.

Em dezembro, foi registrado saldo negativo de 618 mil.

Tradicionalmente, o Caged fecha dezembro com saldo negativo por fatores sazonais. O principal deles é o fim dos contratos temporários abertos no comércio e nos serviços para o fim de ano. Além disso, empresas costumam ajustar custos e encerrar e projetos no fechamento do ano.

Nos últimos meses, o mercado de trabalho vem dando sinais claros de desaquecimento. Segundo o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, os resultados sucessivos refletem o impacto da taxa básica de juros elevada, atualmente em 15% ao ano.

Dos postos de trabalho criados, 78,4% são considerados típicos e 21,6% não típicos.

Todos os cinco principais grupos de trabalho registraram saldo positivo em 2025.

A fila foi puxada com folga por serviços, com 758,8 mil postos criados, seguido por comércio (247,1 mil), indústria (144,3 mil), construção (87,8 mil) e agropecuária (41,8 mil).

Todas as 27 unidades da federação registraram um saldo positivo em 2025, com destaque para São Paulo (311 mil), Rio de Janeiro (100,9 mil) e Bahia (94 mil).

No setor da indústria, as contratações ocorreram principalmente nos segmentos alimentício e de reparação e instalação de máquinas, enquanto no comércio o principal destaque foi o setor varejista.

Já na construção, o saldo positivo foi puxado pelas áreas de construção de edifícios e serviços especializados para a construção. No setor de serviços, o avanço foi concentrado nas atividades de informação e comunicação e nas atividades financeiras e imobiliárias.

Por fim, no agronegócio o resultado positivo foi impulsionado, sobretudo, pelos setores de cultivo de laranja e soja. (Com CNN - Brasília)

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