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Economia

Alta do IOF impulsionou a arrecadação do imposto em 20% em 2025

No ano passado, o Fisco arrecadou R$ 86,4 bilhões com o tributo; é o maior desempenho da série histórica

Conjuntura Online
22/01/26 às 13h03
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Cédulas de real: R$ 100 e R$ 50 (Foto: IKZMiranda/Pixabay)

A Receita Federal arrecadou R$ 86,4 bilhões com o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) em 2025. O desempenho representa uma alta de 20,54% em comparação ao acumulado de 2024. É o maior patamar da série histórica. 

De acordo com o Fisco, o desempenho é resultado de uma combinação de fatores, que vão desde as operações relativas à saída de moeda estrangeira, a crédito destinado a pessoas jurídicas e referentes a títulos ou valores mobiliários, sobretudo em decorrência do decreto do governo federal que aumentou alíquota do tributo sobre diversas operações. 

O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, afirmou que a arrecadação do IOF oriunda das mudanças legislativas fechou 2025 acima do esperado, em R$ 12 bilhões. Inicialmente, quando o decreto foi publicado em junho do ano passado, a estimativa era arrecadar R$ 10 bilhões a mais com o decreto.

Relembre o caso do IOF

No 1° relatório bimestral de 2025, publicado em maio, a equipe econômica anunciou o aumento do IOF para cumprir a meta fiscal de 2025. Na ocasião, o governo estimava arrecadar R$ 20 bilhões com a medida.

Por causa da repercussão negativa da medida no mercado financeiro e entre parlamentares, o governo federal fez ajustes no decreto presidencial, a partir de negociações com o Congresso Nacional. As mudanças alteraram as projeções da Receita Federal.

Em junho, antes do decreto presidencial ser derrubado pelo Congresso Nacional, a equipe econômica estimava arrecadar cerca de R$ 12 bilhões com a medida. Com a decisão dos congressistas, a AGU (Advocacia-Geral da União) recorreu ao STF, que mediou uma audiência de conciliação entre o Executivo e o Legislativo.

Sem um consenso entre os poderes, o ministro Alexandre de Moraes determinou o retorno da eficácia do decreto que aumentou a alíquota do IOF, mas retirou a vigência do imposto sobre o risco sacado. (Com CNN - Brasília)

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