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Nota de R$ 200, com figura do lobo-guará, passa a circular no fim de agosto

Criação da nota de R$ 200 foi aprovada elo CMN (Conselho Monetário Nacional), que há 18 anos não alterava os valores das cédulas do real

30/07/2020 - 08h27

De Brasília 

Depois do anúncio do BC, memes ganharam a internet (Foto: Reprodução)

Os brasileiros vão contar com uma nova cédula de R$ 200 a partir do fim de agosto. A nota trará a estampa do lobo-guará e vem na esteira de um aumento da demanda por papel-moeda, que se explica pelas incertezas causadas pela pandemia do novo coronavírus e pelo pagamento do auxílio emergencial, segundo o Banco Central.


A criação da nota de R$ 200 foi aprovada ontem pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), que há 18 anos não alterava os valores das cédulas do real e há 26 anos conferia à nota de R$ 100 o posto de cédula de maior valor nominal do país. O BC deve gastar R$ 113,4 milhões na produção de 450 milhões de notas de R$ 200, que terão valor equivalente a R$ 90 bilhões.


A diretora de administração do BC, Carolina de Assis Barros, explicou que, diante das incertezas em relação à covid-19 e dos pagamentos do auxílio emergencial de R$ 600, os brasileiros ampliaram o volume de dinheiro guardado em espécie, como uma reserva de emergência. 


O volume de papel-moeda mantido em poder do público subiu em R$ 61 bilhões na pandemia, chegando ao recorde de entesouramento de R$ 277 bilhões. E isso fez com que o volume de dinheiro em circulação chegasse a R$ 342 bilhões em julho, bem acima da média anual de R$ 300 bilhões. Por isso, o BC precisou liberar mais papel-moeda. Sai mais barato fazer isso com uma cédula de R$ 200 do que por cédulas de valores inferiores.


“Quando se somam os efeitos do entesouramento à importância que o dinheiro possui na nossa sociedade — o dinheiro ainda é a base das nossas transações — o BC entende que o momento é oportuno para o lançamento dessa cédula”, afirmou Carolina. Ela acrescentou que a nota de R$ 200 vai “reduzir o custo de logística e distribuição do numerário”. Por isso, será mantida mesmo depois que a demanda por papel-moeda voltar aos níveis habituais. “À medida que o uso dos meios digitais se intensifica, o BC vai retirando o dinheiro de circulação”, disse. As informações são do Correio Braziliense.

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