Uma nova série de ameaças de bomba colocou aeroportos europeus em alerta nesta sexta-feira (6), provocando operações de segurança em diferentes países.
É a terceira vez nesta semana que voos comerciais são alvo de alertas, aumentando a preocupação das autoridades com possíveis ações coordenadas para desestabilizar o transporte aéreo.
Os incidentes atingiram aeronaves na Dinamarca, República Tcheca, França e Itália. Apesar da mobilização policial e militar, nenhum explosivo foi encontrado e todos os aviões envolvidos pousaram em segurança.
Em Copenhague, a polícia dinamarquesa abriu uma investigação após receber informações sobre possíveis bombas em aeronaves. O aeroporto manteve suas operações normalmente, depois de uma avaliação inicial que descartou riscos imediatos aos passageiros.
Na República Tcheca, nove voos com origem ou destino em Praga foram mencionados nas ameaças. As autoridades realizaram verificações, mas não houve necessidade de cancelar ou desviar essas operações.
Já um avião da companhia Wizz Air, que fazia a rota entre Praga e Roma, precisou mudar seu trajeto e pousar em Veneza. Na França, quatro aeronaves que sobrevoavam o território nacional também receberam alertas, mas chegaram aos destinos em segurança.
Outro episódio envolveu um voo da Ryanair entre Roma e Lisboa. Uma operação de segurança foi acionada após o pouso da aeronave na capital portuguesa.
Suspeita de guerra psicológica
A sequência de ameaças começou na terça-feira (3) e ganhou intensidade na quinta-feira (5), quando dezenas de voos foram afetados. Algumas aeronaves tiveram de realizar pousos não programados, enquanto outras receberam escolta de caças militares.
O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, afirmou que a repetição dos episódios pode indicar uma estratégia de agressão híbrida e guerra psicológica contra países europeus.
Especialistas em segurança consideram a possibilidade de uma operação coordenada destinada a provocar transtornos, gerar prejuízos econômicos e testar a capacidade de resposta das autoridades.
As ameaças ocorrem em meio ao aumento das preocupações com atos de sabotagem na Europa, incluindo ataques contra instalações de energia, estruturas de defesa e outros serviços essenciais.
Governos europeus já acusaram a Rússia de promover ações híbridas relacionadas ao apoio ocidental à Ucrânia. Entretanto, não existem provas que relacionem Moscou diretamente às ameaças contra os voos desta semana.
Até o momento, os responsáveis pelos alertas não foram identificados. As investigações continuam para determinar se os episódios fazem parte de uma ação organizada ou se foram praticados por pessoas sem ligação entre si. (Agência Brasil)
