Os níveis de importantes rios de Mato Grosso do Sul apresentaram queda nos primeiros dias de novembro, mesmo com a instabilidade climática registrada em diferentes regiões.
Levantamento divulgado nesta quinta-feira (5) pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) mostra redução nas cotas dos rios Miranda e Taquari, enquanto a previsão para esta sexta-feira (6) ainda indica possibilidade de tempestades isoladas.
A maior variação entre os pontos destacados ocorreu no Rio Miranda, que baixou 42 centímetros em apenas dois dias. A medição passou de 5,36 metros, na terça-feira (3), para 4,94 metros no levantamento mais recente.
Em Coxim, na região norte do Estado, o Rio Taquari também apresentou recuo, passando de 3,91 metros para 3,80 metros no mesmo intervalo, uma redução de 11 centímetros.
O comportamento dos rios é acompanhado em um período de temperaturas elevadas e chuvas irregulares, situação que provoca diferenças nos volumes de água registrados entre as bacias hidrográficas.
Rio Paraguai apresenta níveis baixos em diferentes pontos
No Rio Paraguai, um dos principais cursos de água do Pantanal, as medições apontaram 89 centímetros em Ladário e 41 centímetros em Porto Esperança. Na estação de Palmeiras, o nível chegou a 1,89 metro, enquanto Porto Murtinho registrou 2,36 metros.
Outros pontos monitorados também apresentaram cotas distintas. No Rio Piquiri, a medição foi de 1,87 metro. Já no Rio Cuiabá, na região da Pousada Taiamã, o nível registrado chegou a 2,43 metros.
Esses números representam as cotas observadas em cada estação e não devem ser comparados diretamente como profundidade dos rios, já que os pontos de medição possuem referências próprias.
O monitoramento é realizado por uma rede de 14 estações distribuídas pelas principais bacias hidrográficas de Mato Grosso do Sul. Os equipamentos permitem acompanhar oscilações diárias e identificar situações que exigem atenção, como períodos de estiagem ou elevação acentuada das águas.
O boletim também aponta limitações em parte da rede. As estações de Aquidauana, Porto Murtinho e Estrada MT-738 aguardam manutenção. Em Dourados, a transmissão de dados foi interrompida no dia 3 de novembro, enquanto a unidade de Cassilândia está em processo de desativação.
Chuvas ainda são insuficientes em alguns pontos
Os registros de precipitação mostram diferenças expressivas entre as localidades monitoradas. Na Fazenda Buriti, na região do Rio Pardo, foram acumulados 32,2 milímetros de chuva nos sete dias anteriores ao boletim, sendo 6,2 milímetros nas últimas 24 horas.
Em Ladário, o acumulado semanal chegou a 20,4 milímetros. Já em Coxim, foram apenas 2,8 milímetros no mesmo período.
A situação foi ainda mais restrita em São José do Piquiri, onde o volume registrado ficou em 0,8 milímetro durante a semana. Na região da Pousada Taiamã, o acumulado chegou a 3,4 milímetros.
As diferenças demonstram a distribuição irregular das chuvas, que podem atingir determinadas localidades sem provocar alterações imediatas e significativas no nível dos rios.
Sexta-feira terá calor e risco de tempestades isoladas
Para esta sexta-feira (6), a previsão do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul) indica períodos de sol intercalados com aumento da nebulosidade. Embora a probabilidade de chuva seja menor em comparação com os dias anteriores, ainda existe possibilidade de pancadas isoladas e tempestades.
As temperaturas poderão se aproximar dos 41°C nas regiões Pantaneira e Sudoeste, enquanto a umidade relativa do ar poderá variar entre 20% e 40% em algumas localidades.
A combinação de calor, umidade e uma área de baixa pressão atmosférica sobre o Paraguai mantém condições favoráveis à formação de nuvens carregadas.
A previsão também considera a possibilidade de rajadas de vento, descargas elétricas e queda localizada de granizo. Nos períodos de maior instabilidade, os ventos podem ultrapassar 70 km/h.
Mesmo com a perspectiva de chuva, a recuperação dos níveis dos rios dependerá da quantidade de água acumulada nas respectivas bacias e da continuidade das precipitações nos próximos dias.
O acompanhamento permanece importante principalmente no Pantanal, onde as oscilações dos rios influenciam o transporte fluvial, as atividades econômicas e as condições ambientais da região.
