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Gaeco investiga 9 policiais suspeitos de desviar cocaína para traficantes 

Investigação aponta que mais de 500 quilos da droga foram retirados de carga destinada à incineração e devolvidos ao tráfico

Conjuntura Online
05/11/26 às 14h44
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Operação do Gaeco. (Foto: Reprodução)

Nove policiais civis que atuavam no combate ao narcotráfico em Mato Grosso do Sul estão na mira do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), suspeitos de integrar um esquema criminoso que desviava drogas apreendidas para abastecer traficantes.

A investigação, segundo o portal Ponta Porã News, aponta que, em uma única operação, mais de meia tonelada de cocaína que deveria ser destruída acabou nas mãos de criminosos.

O esquema é investigado na segunda fase da Operação Infiltrados, deflagrada nesta quinta-feira (5), com o cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão em Dourados, Ponta Porã, Nova Andradina e Santa Terezinha de Itaipu, no Paraná.

Segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), os policiais investigados estavam lotados na Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) entre junho de 2025 e maio de 2026, período em que teriam utilizado a própria estrutura da instituição para favorecer organizações criminosas.

As apurações identificaram diferentes formas de desvio dos entorpecentes. Parte das drogas era retirada durante as apreensões policiais, enquanto outras quantidades desapareciam dos depósitos da delegacia ou durante o transporte para destruição.

Um dos episódios mais graves ocorreu em setembro de 2025, quando mais de 500 quilos de cocaína destinados à incineração foram desviados. Conforme a investigação, a carga foi entregue a traficantes, responsáveis por recolocar a droga em circulação no mercado ilegal.

A suspeita é de que agentes encarregados de combater o narcotráfico tenham se transformado em fornecedores das próprias organizações criminosas que deveriam enfrentar, utilizando informações privilegiadas e o acesso aos entorpecentes apreendidos.

A operação desta quinta-feira contou com o apoio da Corregedoria da PC (Polícia Civil), do Batalhão de Choque e de equipes do Gaeco do Paraná.

O nome Infiltrados II faz referência à presença de integrantes de organizações criminosas dentro das instituições de segurança pública, com suspeitas de utilização de cargos e estruturas oficiais para facilitar atividades ilegais.

As investigações continuam para esclarecer a extensão do esquema e a participação individual dos envolvidos.

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