O Carnaval de 2026 deve funcionar como um importante motor para a economia de Campo Grande, com a circulação estimada de R$ 25,2 milhões durante o período da folia.
A projeção é de entidades do comércio, que apontam crescimento de 5% em relação ao ano passado, impulsionado principalmente pelo consumo em setores tradicionais nesta época do ano.
A expectativa é que cada consumidor gaste, em média, R$ 550, valor distribuído entre compras, alimentação, lazer e serviços. Mesmo quem não participa diretamente dos eventos carnavalescos tende a movimentar o comércio, seja para viagens curtas, confraternizações ou compras concentradas no período.
Segundo levantamento da FCDL-MS e da CDL-CG, o reflexo mais direto deve ser sentido nos segmentos de moda e calçados, além de papelarias e livrarias, que se beneficiam de um fator adicional: a reta final das compras de volta às aulas.
Outro impacto relevante é na arrecadação de impostos, especialmente o ICMS, já que o aumento no volume de vendas amplia a circulação formal de mercadorias e serviços. A estimativa das entidades é de que o efeito econômico do Carnaval vá além dos dias de festa, com reflexos em toda a cadeia produtiva.
De acordo com a projeção, cada real investido na realização do Carnaval pode gerar retorno de até sete vezes, ao considerar comércio, prestadores de serviços, fornecedores e o fluxo de renda entre municípios da região. Shoppings, corredores comerciais e polos gastronômicos devem concentrar boa parte desse movimento.
A pesquisa que embasa a estimativa foi realizada entre 21 e 24 de janeiro, por meio de entrevistas telefônicas com 570 consumidores, incluindo moradores da Capital e do interior do Estado, traçando um cenário de otimismo moderado para o comércio local no período carnavalesco.
