A disputa pela Presidência da República entra na reta final nesta quarta-feira (21), com Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentrando esforços em regiões consideradas estratégicas para o resultado das urnas.
A quatro dias da votação, os candidatos buscam ampliar o apoio entre eleitores indecisos e fortalecer suas bases eleitorais.
São Paulo e Minas Gerais estão no centro das articulações. Juntos, os dois estados reúnem aproximadamente 50,5 milhões de eleitores, representando quase um terço do eleitorado brasileiro.
Flávio Bolsonaro cumpre agenda em Guarulhos, na Grande São Paulo, onde participa de um encontro político ao lado do governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos). O evento está marcado para as 11h e deve reunir prefeitos, parlamentares e lideranças partidárias.
A presença de Tarcísio faz parte da estratégia do PL para ampliar a votação do senador no maior colégio eleitoral do país, que possui 34,1 milhões de pessoas aptas a votar.
O governador paulista, reeleito no primeiro turno, tornou-se um dos principais articuladores da candidatura de Flávio, participando de mobilizações e buscando aproximar lideranças municipais da campanha presidencial.
Após o compromisso em São Paulo, Flávio segue para Fortaleza, no Ceará, onde participa de um ato político às 19h, organizado pelo deputado federal André Fernandes (PL).
A passagem pelo Nordeste representa uma tentativa de ampliar o alcance da candidatura em uma região onde Lula mantém forte apoio eleitoral. O Ceará possui cerca de 7 milhões de eleitores e ocupa a oitava posição entre os maiores colégios eleitorais brasileiros.
Lula tenta recuperar espaço em Minas Gerais
Enquanto Flávio concentra parte de sua agenda em São Paulo, Lula aposta em Minas Gerais para ampliar sua votação. O presidente participa de uma caminhada no centro de Belo Horizonte, prevista para as 15h, acompanhado de aliados políticos, incluindo a senadora eleita Marília Campos (PT).
O estado reúne 16,4 milhões de eleitores e tem importância histórica nas eleições presidenciais. Desde 1989, todos os candidatos eleitos para a Presidência também venceram em Minas Gerais.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro recebeu 48,24% dos votos válidos entre os mineiros, enquanto Lula conquistou 43,33%. O resultado colocou o presidente diante do desafio de reverter a vantagem do adversário.
Esta será a sexta visita de Lula a Minas Gerais durante a campanha, em uma tentativa de fortalecer sua presença no estado e conquistar eleitores que apoiaram outros candidatos na primeira etapa da disputa.
Presidente também aposta em benefícios para pequenos empreendedores
Além da agenda eleitoral, Lula tem prevista para esta quarta-feira, em Brasília, a sanção de uma lei que estabelece o perdão de dívidas de MEIs (Microempreendedores Individuais) com a União e amplia o limite de faturamento da categoria.
O texto prevê que o teto anual, atualmente de R$ 81 mil, passe para R$ 110 mil em 2027 e alcance R$ 140 mil em 2028.
A proposta também contempla a renegociação e o perdão de débitos, com potencial para beneficiar aproximadamente 3,6 milhões de pequenos empreendedores.
A iniciativa integra as ações apresentadas pelo governo durante o período eleitoral, enquanto Lula busca ampliar o diálogo com trabalhadores autônomos e empresários de pequeno porte.
Últimos dias serão decisivos para as campanhas
Com o segundo turno marcado para domingo (25), as duas candidaturas intensificam a mobilização de aliados e eleitores. A estratégia inclui atos públicos, viagens, participação de governadores e prefeitos, além de ações nas redes sociais.
O desafio não se limita à conquista dos indecisos. As campanhas também procuram reduzir a abstenção e garantir que seus apoiadores compareçam às urnas, especialmente nos estados onde a eleição para governador já foi definida no primeiro turno.
São Paulo e Minas Gerais devem permanecer entre os principais focos das campanhas até o encerramento da propaganda eleitoral, diante do peso que seus eleitorados representam na disputa nacional.
