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Deputado questiona métodos de seleção para professores de educação especial

Segundo Barbosinha, a seleção encaminhou professores que não estão preparados para lidar com as especificidades que a Educação Especial

19/02/2020 - 15h16

Campo Grande

Barbosinha durante discurso na tribuna (Foto: Luciana Nassar)

O deputado Barbosinha (DEM) usou a tribuna nesta quarta-feira (19) para discursar a favor da Educação Especial de Mato Grosso do Sul e questionar o último certame realizado pela SED (Secretaria Estadual de Educação) para contratação de profissionais para a área.


De acordo com o deputado, a seleção encaminhou professores que não estão preparados para lidar com as especificidades que a Educação Especial necessita. 


“Estou clamando à Secretaria que reveja, pois o Estado está afastando profissionais excelentes que ele mesmo qualificou ao longo de décadas e que não passaram no certame e colocando professores que nem sempre tem a didática que precisa ao setor. Que eles sejam avaliados sim, mas dentro do que dispõe com o que ele lida: com aluno que não enxerga ou com o que não ouve, não fala, um autista, um [com Síndrome de] Down”, exemplificou.


Segundo Barbosinha, a prova não contemplou as especificidades e o edital não publicou número de vagas específicas, sendo que a aprovação não necessariamente geraria o direito subjetivo à vaga. 


“Entraram pessoas preparadas para suas áreas técnicas, mas nem todos têm especialização em Pedagogia ou em Educação Especial e sem esse preparo, sem essa didática, muitos estão desistindo da vaga e estamos com escolas sem professores para atuar. Clamo para que a SED abra uma exceção e reveja os quadros, para que os alunos não fiquem sem aula nesse início de ano letivo”, considerou.


Para o deputado Pedro Kemp (PT) o processo seletivo também não foi específico o suficiente. “Temos que ter clareza do problema que as escolas estão enfrentando. Se tornou uma preocupação. Vi uma professora que trabalhou por 25 anos na Pestalozzi que não foi aprovada no processo e agora toda a escola está sem esse profissional específico e dedicado. Estamos com vários casos assim, já levei essa reivindicação também”, disse.


Professor Rinaldo (PSDB) concordou. “O aluno especial tem que ser acompanhado por alguém que tenha a vocação. Eu digo que a profissão você escolhe, mas sua vocação vem de Deus. Apesar de todas as dificuldades, aqui ainda estamos à frente, pois temos um Centro de Formação de Professores. Mesmo assim, sabemos que é difícil o aluno acompanhar a educação regular sem esse acompanhamento”, ressaltou.

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