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Em entrevista de rádio, Reinaldo diz que aulas estão suspensas até 3 de maio

O governador confirmou a publicação de um decreto nesse sentido, recomendando inclusive que os municípios mantenham o mesmo calendário. 

01/04/2020 - 11h25

Campo Grande

Reinaldo anuncia suspensão das aulas para até 3 de maio (Foto: Divulgação)

Em entrevista exclusiva à rádio CBN, o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), anunciou nesta quarta-feira (01) que as escolas estaduais ficarão fechadas até o dia 3 de maio. 


O governador confirmou, segundo o portal JP News, a publicação de um decreto nesse sentido, recomendando inclusive que os municípios mantenham o mesmo calendário. 


“Os municípios têm autonomia, mas vamos recomendar que adotem a mesma medida”, afirmou.


As outras medidas de controle e isolamento social adotadas pelo Governo do Estado estão, segundo Reinaldo, especialmente as regras para home office e afastamento dos servidores do trabalho, controle sanitário, suspensão e controle de atividades, igualmente prorrogadas. “Os decretos não tem uma data para deixar de vigorar. Vamos manter todos os controle”.


Para o governador, o mais importante é cuidar da saúde das pessoas e evitar o colapso no sistema de saúde. 


Ele revelou preocupação em perceber um aumento na circulação de pessoas. "Se não houver uma redução na circulação do vírus, a contaminação aumenta e o sistema entra em colapso”, alertou ele mais de uma vez ao logo da entrevista.


Sobre a retomada da economia, Reinaldo disse que isso deve acontecer mais adiante.


“Estamos preocupados agora em salvar vidas. Prejuízo, nesta hora, todos estão tendo. Mas prejuízo a gente recupera. Vidas não”, disse ele, lembrando, por exemplo, que o Estado também está perdendo arrecadação. 


Com a retenção das atividades da economia, o consumo de combustível caiu em 60%, com impacto em todas as atividades.


Reinaldo admitiu estar conversando, no entanto, com representantes dos vários setores da economia para avaliar medidas que possam ser adotadas de forma a permitir a atividade econômica sem colocar vidas em risco. 


Com o governo federal também está mantendo contatos visando garantir apoio de entidades para os Estados e municípios, em busca inclusive que o governo federal regulamente as medidas que anunciou para que os Estados possam respirar.


"É preciso rapidez. O governo não pode ficar enroscado na burocracia", reclamou ele , pedindo que o governo federal autorize os estados a tomar recursos para fazer pagamento de salários e fornecedores.  Se houver isso o Estado poderá evitar problemas econômicos mais graves. 


Além da prorrogação das aulas, outras medidas devem ser tomadas na semana que vem. 


Reinaldo revelou, por exemplo, que está analisando vários pedidos de suspensão e adiamento do pagamento de impostos. 


“Temos que analisar com cuidado, pois o Estado também não pode ficar sem recursos para cumprir suas

obrigações”. 


Ao final na entrevista à rádio CBN Campo Grande, Reinaldo disse acreditar na recuperação do Estado, mas insistiu que a prioridade agora é salvar vidas.

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