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Gigante Cruzeiro é rebaixado à Série B do Campeonato Brasileiro de futebol

A torcida da Raposa reagiu ao péssimo resultado.

09/12/2019 - 05h56

Minas

A torcida da Raposa reagiu ao péssimo resultado (Foto: GloboEsporte)

O oito de dezembro de 2019 será lembrado pelo Cruzeiro como um dia de dor e tristeza. O tetracampeão brasileiro está rebaixado para a Série B do Brasileiro, após ser derrotado em casa para o Palmeiras por 2 a 0. Acabou o orgulho de ser um dos únicos do país a nunca ter caído. 


A inédita queda é explicada por uma soma de fatores que colaboraram para um dos dias mais tristes da história cruzeirense, o clube com mais títulos nacionais neste milênio - sete (quatro Brasileiros e três Copas do Brasil).


A queda cruzeirense tem muito a ver com a má gestão atual, de Wagner Pires de Sá, mas gestões passadas também têm boa parcela de responsabilidade. O Cruzeiro vem acumulando déficits anuais desde 2011. Levou dois Brasileiros (em 2013 e 2014), mas com gastos astronômicos e com dívidas que foram sendo acumuladas. O valor da venda de jogadores já não ia completamente para o caixa cruzeirense.


Com a desmontagem do elenco bicampeão, vieram as contratações de reposição, o fracasso nelas e também as dívidas. Muitos desses débitos foram parar na Fifa. O clube chegou aos R$ 100 milhões de dívidas e ainda é parte em vários processos. Nem os dois títulos da milionária Copa do Brasil (2017 e 2018) foram suficientes para deixar o momento financeiro mais tranquilo.


O último balanço cruzeirense mostrou uma dívida total de mais de meio bilhão de reais. Na coletiva de imprensa, após a queda, Zezé Perrella afirmou que hoje já chega aos R$ 700 milhões. O balanço passado sequer passou pelo crivo do Conselho Fiscal, que também se diluiu no início da crise. O Cruzeiro tentou um empréstimo de cerca de R$ 295 milhões com um fundo inglês, mas tudo caiu por terra quando veio à tona as denúncias de irregularidades divulgadas pelo Grupo Globo.


A partir daí, também começaram os atrasos dos salários dos jogadores e funcionários. Após algum tempo de crise, os primeiros dirigentes deixaram o clube: Sérgio Nonato, ex-diretor-geral, e Itair Machado, ex-vice-presidente de futebol. Serginho, entretanto, continuou estando a par dos temas que envolvem o Cruzeiro. 


O presidente, Wagner Pires de Sá, continuou, mas já sem tanto poder de barganha, pois um conselho gestor foi criado, e Zezé Perrella, também presidente do conselho deliberativo, passou a coordená-lo, na condição de gestor do futebol.


Política conturbada


A má gestão foi acompanhada de um cenário político conturbado e iniciado a partir da última eleição presidencial, em outubro de 2017. Aliados durante a campanha, Wagner Pires de Sá e Gilvan de Pinho Tavares, antecessor no cargo, romperam logo após o pleito, principalmente por causa da confirmação de que Itair Machado assumiria o futebol. Bruno Vicintin, Tinga e Klauss Câmara também deixaram o clube em meio à entrada de Itair.


Outro fator para o rompimento foi a eleição para o conselho deliberativo do Cruzeiro. Havia um acordo costurado para uma chapa única, com nomes indicados por Gilvan e Wagner. Porém, por causa do rompimento, Wagner se aliou a Zezé Perrella em uma eleição de chapa única. A lista do atual presidente venceu, mas o processo foi parar na Justiça.

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