O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), busca ampliar conversas com representantes europeus como parte da estratégia para acelerar a votação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia no Congresso.
Nesse sentido, o parlamentar recebe, nesta quinta-feira (22), a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf.
A reunião, segundo o portal R7, será no Senado e tem o objetivo de discutir o cenário entre os países dos blocos frente ao tratado comercial, além de alinhar de expectativas.
“O atual estágio de tramitações torna ainda mais importante o diálogo direto entre o Congresso brasileiro e as instituições europeias”, ressalta o senador sobre o encontro.
O senador também destaca o placar de votação do acordo junto ao Parlamento Europeu — por 334 votos a favor e 324 contrários, congressistas aprovaram o envio do acordo ao Tribunal de Justiça da União Europeia. A decisão ainda contou com 11 abstenções e se destina a obter um parecer sobre a compatibilidade jurídica o texto.
“Essa etapa pode alongar o processo europeu, mas não deve ser tratada como interrupção automática. Seguiremos acompanhando seus desdobramentos com atenção”, garante Trad.
O senador defende a criação de um cronograma entre o Itamaraty e a Casa Civil para o envio de mensagem de acordo junto ao Congresso Nacional e uma mobilização política internacional. A ideia é ampliar o apoio entre políticos europeus e acelerar a votação no bloco.
Nelsinho Trad propõe, ainda, a criação de uma subcomissão para discutir o texto com mais rapidez dentro do Congresso Nacional. O ideal, segundo ele, é que o tratado seja aprovado por deputados e senadores ainda no primeiro semestre de 2026.
“O objetivo é organizar o Brasil para a fase de implementação e proteger o produtor brasileiro”, afirma.
Próximos passos
A análise começa após o envio de uma mensagem do acordo pelo Palácio do Planalto ao Congresso Nacional. Após o recebimento, será elaborado um parecer pela representação brasileira no Parlasul (Parlamento do Mercosul). A recomendação para a aprovação é dada como certa.
Concluída essa etapa, o acordo tem tramitação na Câmara dos Deputados, onde será analisado pelas comissões de Relações Exteriores e de Constituição e Justiça, além do plenário. Na sequência, o texto vai ao Senado, passando pela Comissão de Relações Exteriores e pelo plenário.
