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Senadora quer que prefeitos usem dinheiro da pandemia até 2021

Proposta foi apresentada pela senadora Simone Tebet (MDB-MS)

14/08/2020 - 08h58

De Brasília 

Simone Tebet (MDB-MS) em sessão remota do Senado (Foto: Divulgação)

Willams Araújo


A senadora Simone Tebet (MDB-MS) quer que prefeitos e governadores usem o dinheiro destinado ao enfrentamento da pandemia  do Covid-19 (novo coronavírus) até 2021.


A representante de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional apresentou projeto de lei (PL 4078/2020) para permitir que estados e municípios possam gastar até 31 de dezembro de 2021 os recursos recebidos para ações de saúde e de assistência social relacionadas à pandemia.


A proposta ainda veda a possibilidade de a União solicitar a devolução do dinheiro sob quaisquer motivos.

A ideia é vista com bons olhos pela Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), administrada pelo prefeito de Bataguassu, Pedro Caravina. 


Desde o início da crise do covid-19, a União destinou em créditos extraordinários mais de R$ 28 milhões para a saúde e R$ 61 milhões para a assistência social.


Pela norma em vigor, este montante deve ser executado até o final do período de calamidade, em 31 de dezembro de 2020.


Ocorre que, provavelmente, no próximo ano ainda serão necessárias medidas relacionadas à pandemia, como a compra de vacinas, por exemplo, ou a continuidade de programas de distribuição de alimentos ou de proteção social para a população mais vulnerável.


A proposta da senadora garante que o recurso que não for totalmente executado este ano continue na mão de governadores e prefeitos e não seja devolvido ao Tesouro Nacional para ser usado em outros fins em 2021.


Atualmente, o recurso extraordinário está sendo usado em todo o Brasil para aquisição de equipamentos de proteção individual, “kits” de teste para detecção do covid-19, de respiradores/ventiladores e de insumos hospitalares, bem como para a contratação de leitos UTI, pagamento de profissionais de saúde em contrato temporário.


Na área de assistência social, o dinheiro tem sido aplicado na distribuição de água e alimentos à população mais vulnerável.


“A proposta objetiva garantir a destinação e a aplicação dos recursos já alocados para as principais áreas no enfrentamento do covid-19. Com isso, evita-se a devolução de recursos ao governo federal. Além disso, esses recursos poderão ser utilizados para a compra imediata de vacinas ou de medicamentos eficazes contra a doença, caso disponíveis em um futuro próximo”, explica a senadora na justificativa do seu projeto. Com informações da assessoria da parlamentar.

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