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Na chegada ao Cruzeiro, Gerson fala em Copa do Mundo e defende o pai

Ex-Flamengo diz que time mineiro o deixa mais próximo da Seleção e se emociona ao falar de críticas ao pai

Conjuntura Online
13/01/26 às 14h33
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Na apresentação no Cruzeiro, Gerson chora ao defender pai (Foto: Reprodução/TV Cruzeiro)

O volante Gerson foi apresentado no Cruzeiro nesta terça-feira. O jogador, que saiu do Brasil há menos de um ano, agradeceu ao ex-clube e citou projeto da Raposa para a carreira visando a Copa do Mundo. Gerson ainda se emocionou ao defender o pai das críticas que recebeu durante as negociações.

— Não sou um cara que gosto muito de reclamar. Grato a Deus pelas oportunidades que ele me dá. O Cruzeiro é um projeto irrecusável. Quando tem esforço muito grande, isso a gente tem que levar em consideração.

O Cruzeiro abriu os cofres e investiu pesado para repatriar Gerson, ex-Flamengo. Para tirá-lo do Zenit, a Raposa pagará 27 milhões de euros (cerca de R$ 169 milhões). O acordo com os russos ainda prevê um pagamento de mais três milhões de euros em bônus (R$ 18 milhões), caso cumpra metas estabelecidas em contrato. A compra de Gerson é a maior da história do país em valores corrigidos pela inflação.

O jogador iniciou os treinos com a equipe nesta segunda-feira. O novo camisa 97 da Raposa tem previsão para estrear diante do Atlético-MG, na primeira fase do Campeonato Mineiro, dia 25 de janeiro. Mesmo com meses fora do Brasil e mais de um mês de férias, Gerson diz sobre estreia e vontade de voltar a jogar.

— Já estou adaptado. Fui muito bem recebido, conheço alguns jogadores, e o grupo é acolhedor. Estava de férias, mas estou trabalhando bastante pra ficar disponível o mais rápido possível.

Gerson chegou à Rússia no meio do ano passado, vendido pelo Flamengo, mas acabou não tendo uma sequência de jogos, além de ter se lesionado. Ele marcou um gol em 12 partidas pelo Zenit.

Copa do Mundo
Um dos pontos que ajudou o Cruzeiro a contratar Gerson é o projeto para estar na Copa do Mundo. No Zenit, Gerson ficou distante dos olhos de Carlo Ancelotti e quis voltar ao Brasil para disputar o espaço estando perto do Mundial.

— Quando cheguei nas férias, o pensamento era voltar para a Rússia. Me falou sobre a possibilidade do Cruzeiro, e eu falei com ele: ‘Vai para cima, se conseguir fechar vou ficar muito feliz’. E aqui estou, muito feliz. O importante é estar em campo ajudando, eu sonho em estar na Copa do Mundo, e o projeto do Cruzeiro me deixa mais próximo disso. Tenho que fazer meu trabalho em campo.

Gerson foi convocado pela última vez na Data-Fifa de junho do ano passado, que marcou a estreia de Ancelotti à frente da seleção. O volante jogou contra Equador e Peru.

Emoção com a família
Emocionado, Gerson falou sobre a relação com a família e a importância do pai na realização do sonho de ser jogador de futebol. Marcão foi alvo de críticas até de pessoas do Flamengo quando estava negociando a saída para o Zenit.

— Se hoje eu estou aqui, foi primeiro por Deus, né? Pelo talento que ele me deu. Por todo dia ele me permitiu levantar. Meu pai foi meu primeiro treinador. Muitos de vocês não sabem, foi meu primeiro treinador. Começou me treinando aí na rua. A gente esteve junto quando a gente passava dificuldade, meu pai sempre acreditou em mim até mesmo quando eu não acreditava.

— A gente briga bastante, mas fiquei emocionado de falar isso, porque muitas pessoas criticam, falam muita coisa, mas aí é fácil você falar. É muito fácil falar da vida do próximo — disse Gerson.

Gerson desabafou sobre as críticas que o pai recebe. Marcos Antônio da Silva, desde o início da trajetória de Gerson na base do Fluminense, acompanha de perto a carreira do filho. E a participação é direta, com posições decisivas em negociações para renovações de contratos e vendas do jogador. E em uma dessas tratativas surgiu a alcunha que Marcão, atualmente, usa até em camisas: atleta Marcão.

— Criticam muito ele, falam muita coisa, mas quando você está num sofá dentro de casa, é muito fácil pegar o telefone e falar. É muito fácil eu pegar o telefone por trás de uma rede social e falar do Pedrinho aqui. Mas ninguém sabe o que a gente passou. Ele estava comigo quando a gente não tinha nada o que comer em casa. Não vai ser agora que eu vou abandonar ele.

O apelido surgiu durante a última passagem pelo Flamengo, durante as tentativas de renovação entre o time rubro-negro e o atleta. Bap, presidente do clube carioca, afirmou que as negociações estavam travadas por causa do "atleta Marcão".

— Esse choro aqui não é um choro de tristeza não, é um choro de alegria porque só nós sabemos que ele passou e hoje eu posso dar uma vida boa pra minha família, posso dar uma escola digna pra minha filha. Se hoje eu estou aqui agradeço meu pai. Acho que é muito fácil falar da vida do próximo, muito fácil criticar, muito fácil pegar o telefone e fazer um vídeo.

"Isso é um desabafo que eu estou fazendo porque é doloroso ver certas coisas, ver o que as pessoas falam da tua família. Óbvio que minha vontade às vezes é pegar o telefone e fazer um vídeo até xingando, fazendo um monte de coisa, mas eu não sou assim, eu respondo dentro de campo e vai ser isso." (Com ge - BH)

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