O crescimento do uso de medicamentos injetáveis dentro de casa, como o Mounjaro, tem criado um novo problema para a rotina da limpeza urbana em Nova Andradina, em Mato Grosso do Sul.
Seringas e agulhas estão sendo encontradas com frequência no lixo comum, expondo coletores a situações de risco durante o trabalho.
Segundo informações apuradas junto à empresa responsável pela coleta, os casos de cortes e perfurações aumentaram nos últimos meses, principalmente durante o manuseio de sacos de lixo doméstico.
O material, muitas vezes descartado sem qualquer proteção, acaba misturado a resíduos comuns, dificultando a identificação e elevando o perigo para os trabalhadores.
Além dos ferimentos imediatos, a preocupação maior é com a possibilidade de contaminação. O contato com perfurocortantes usados pode resultar na transmissão de doenças, como hepatites e outras infecções, já que não há como saber a procedência ou o estado sanitário desses objetos.
As normas sanitárias determinam que esse tipo de resíduo não deve ser encaminhado ao lixo comum. Seringas e agulhas precisam ser separadas e entregues em pontos específicos de descarte, como unidades de saúde ou farmácias, que fazem o encaminhamento correto para tratamento e eliminação.
A recomendação é que os materiais sejam armazenados em recipientes rígidos e resistentes. Quando não há caixa coletora própria, uma alternativa é utilizar garrafas plásticas bem vedadas e identificadas, evitando o contato direto com o conteúdo.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente alerta que a prática inadequada tem impacto direto na saúde dos coletores e pede maior atenção da população. A
mudança de um hábito simples, como o descarte correto, pode evitar acidentes e garantir mais segurança para quem está diariamente nas ruas.
