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Sindicato de jogadores do Rio se posiciona contra retorno imediato

Em razão do crescimento do número de casos e mortes, a Saferj avalia que serão necessários, ao menos, mais dez dias de paralisação antes de retorno

12/05/2020 - 08h52

Globo Esporte

Alfredo Sampaio, presidente do Safer (Foto: Ronald Lincoln Jr.)

O Saferj (Sindicato dos Atletas de Futebol do Estado do Rio) defendeu a continuidade da paralisação das atividades do futebol, pelo menos, por mais 10 dias. 


O posicionamento, publicado nesta segunda-feira, é uma reação ao documento da Ferj assinado pela maioria dos clubes da Série A do Campeonato Carioca na qual pediram que o retorno às atividades seja feito o mais breve possível.


O presidente do Saferj, Alfredo Sampaio, avalia como mais seguro manter a continuidade do isolamento social por, pelo menos, dez dias. Decisão justificada pelo crescimento dos casos de Covid-19 e óbitos no Estado do Rio, além das proibição imposta pelas autoridades do Estado e municípios.


- Acho que os dez dias, são dez dias iniciais. Vamos de dez em dez. Quando a situação melhorar, vamos analisar - afirmou Sampaio.


A nota do Saperj, sem mencionar nomes, lista como um dos motivos para a continuidade da suspensão a "divulgação dos resultados de exames que revelaram alto número de funcionários de clubes do Rio contaminados com a Covid-19." No caso, apenas o Flamengo divulgou os resultados de 293 exames que aplicou em jogadores, funcionários e pessoas próximas a eles. Os testes indicaram que 38 pessoas foram infectadas.


O Rubro-Negro foi um dos clubes que assinou a nota pedindo o retorno às atividades, ao lado do Vasco e dos equipes de menor investimento. Somente Botafogo e Fluminense não demonstraram apoio à manifestação.


- A posição dos clubes em alguns momentos é uma precipitação por força dos problemas financeiros que estão vivendo. Imagina comandar um clube e a sua fonte de receita, que é televisão, é interrompida e aí você tem funcionário e atletas com contrato terminando, o que cria um passivo para frente. Então entendo a preocupação dos clubes - avaliou Sampaio.


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