Um hotel para cães e gatos em Bonito, Mato Grosso do Sul, encerrou suas atividades após a divulgação de vídeos que mostram a proprietária agredindo animais hospedados no estabelecimento.
O caso, segundo reportagem do G1MS, ganhou repercussão nacional e passou a ser investigado pela Polícia Civil e pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).
O fechamento foi confirmado durante uma fiscalização realizada na quarta-feira (7). Na vistoria, os órgãos responsáveis constataram que o estabelecimento já não recebia animais e que os cães anteriormente hospedados haviam sido devolvidos aos tutores.
Apesar da suspensão das atividades, o MPMS recomendou que o hotel continue fechado até que sejam verificadas as condições necessárias para seu funcionamento, incluindo questões sanitárias, assistência veterinária e cumprimento das exigências legais.
A fiscalização reuniu representantes da Vigilância Sanitária, da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), da Prefeitura, da Secretaria de Meio Ambiente e do Ministério Público.
Vídeos provocaram investigação
A denúncia ganhou força depois que imagens da proprietária, identificada como Ana Carla Leite, dando tapas em um cachorro chamado Ravi começaram a circular nas redes sociais.
O animal, da raça pastor-australiano, estava hospedado no estabelecimento. Seu tutor, o influenciador Vincent Lacerda, denunciou o episódio e afirmou que não havia sido comunicado sobre o ocorrido.
A empresária reconheceu que bateu no cachorro, mas alegou que tentava interromper uma briga com outro cão, um yorkshire chamado Kowalski, que morreu. Ela negou ter agido com a intenção de maltratar o animal.
A versão, no entanto, foi questionada pelo tutor de Ravi, que afirmou nunca ter recebido relatos anteriores de comportamento agressivo do cachorro.
A situação ganhou novos desdobramentos após a divulgação de uma segunda gravação, na qual a responsável pelo estabelecimento aparece puxando outro cão pelas orelhas e por uma das patas.
Apuração continua mesmo após fechamento
A Polícia Civil instaurou investigação para esclarecer as circunstâncias dos episódios. Inicialmente, o delegado responsável não identificou elementos suficientes para caracterizar crime de maus-tratos no caso envolvendo Ravi, considerando a versão de que a proprietária tentava separar os animais.
O MPMS, por sua vez, abriu um inquérito civil para verificar a regularidade do hotel e solicitou novas diligências policiais.
As investigações continuam mesmo com o encerramento das atividades. Dependendo das conclusões, outras medidas poderão ser adotadas tanto em relação às denúncias envolvendo os animais quanto às condições de funcionamento do estabelecimento.
