Um laboratório clandestino com capacidade para produzir pelo menos 15 mil comprimidos foi descoberto nesta quinta-feira (22), em Dourados, a 230 quilômetros de Campo Grande.
O local funcionava dentro de uma residência no Jardim Hilda e seria utilizado para fabricar medicamentos emagrecedores com clobenzorex, substância derivada da anfetamina e proibida no Brasil.
A operação, segundo reportagem do G1MS, terminou com a prisão em flagrante de um policial militar da reserva, de 54 anos, e da esposa dele, de 48 anos. No imóvel, os investigadores encontraram equipamentos, matérias-primas e milhares de cápsulas relacionadas à fabricação irregular dos produtos.
O caso começou a ser investigado cerca de duas semanas antes, quando uma técnica de enfermagem foi abordada pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) na Rua Cuiabá, em Dourados.
Com ela, foram encontrados frascos sem identificação contendo cápsulas de clobenzorex.
Segundo as investigações, a mulher fazia entregas do medicamento em diferentes pontos da cidade, principalmente para o público universitário. Cada frasco com 15 cápsulas seria vendido por R$ 100. Ela foi presa durante a abordagem.
As informações levantadas pelos policiais levaram à identificação do imóvel onde os medicamentos seriam produzidos. Com autorização da Justiça Federal, equipes cumpriram mandados de busca e apreensão e encontraram uma estrutura de fabricação instalada em um dos quartos da residência.
A ação, denominada Operação Remédio Proscrito, foi conduzida pela PF (Polícia Federal), com apoio da PRF e da Polícia Militar.
Substância proibida oferece riscos à saúde
O clobenzorex é um estimulante relacionado às anfetaminas, anteriormente utilizado como inibidor de apetite. A substância está proibida no Brasil desde março de 2021, conforme regulamentação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Entre os riscos associados ao consumo estão dependência, ansiedade e alterações cardiovasculares. A fabricação clandestina aumenta os perigos, já que os medicamentos não passam pelos controles sanitários exigidos para garantir composição, dosagem e qualidade.
O casal foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Dourados. As investigações continuam para identificar a origem das substâncias utilizadas, a quantidade de medicamentos já produzidos e outras pessoas que possam estar envolvidas na distribuição dos produtos.
