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MS está na rota do 3º ciclone do ano, com chuvas intensas e granizo

O sistema se forma na madrugada desta sexta-feira (30)

Conjuntura Online
28/01/26 às 17h49
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Veja previsão para o ciclone (Foto: Canva/Creative Commoms)

O Inmet (Instituto Nacional de Metereologia) emitiu um alerta para um novo sistema de baixa pressão que começa a se formar entre o Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país, dando origem ao terceiro ciclone extratropical do ano.

A formação do fenômeno será na madrugada, entre sexta-feira (30/1) e sábado (31), segundo informações do instituto.

Como o fenômeno se forma em uma atmosfera quente e úmida, as chuvas devem ser intensas e generalizadas. Neste sentido, os locais que já vêm registrando temporais nos últimos dias devem ficar em alerta, por correrem risco de alagamentos e deslizamentos.

A previsão indica que as instabilidades já começam a partir de quinta-feira (29/1) nos Estados de Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás e Mato Grosso do Sul, incluindo as capitais. Os volumes podem superar 100 milímetros nas áreas da Serra da Mantiqueira, enquanto no litoral paulista os volumes podem ultrapassar 60 milímetros, com risco de granizo, alagamentos e deslizamentos.

A atuação desse ciclone deve favorecer a ocorrência de tempestades na cidade de São Paulo durante a sexta-feira, com possibilidade de queda de granizo em grande parte do Estado paulista e em municípios vizinhos de Minas Gerais, especialmente no Triângulo Mineiro.

No sábado (31), as áreas de chuva se concentram entre o Triângulo Mineiro e o Rio de Janeiro, com acumulados que podem superar 100 milímetros em 24 horas. Há previsão de tempestades localizadas entre o norte de Santa Catarina, o leste do Paraná e o sul de São Paulo.

Até o início da próxima semana, a previsão indica que esse ciclone deve continuar atuando, favorecendo a formação de um canal de umidade entre o Espírito Santo e Mato Grosso. Segundo o Inmet, a atuação persistente do ciclone também deve favorecer a formação de um canal de umidade entre o Espírito Santo até o Mato Grosso, o que pode configurar um novo episódio de ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul), mantendo as chuvas no próximo mês.

Em entrevista à Globo Rural, o meteorologista Alexandre Nascimento, da Nottus, explica que este sistema se diferencia dos dois episódios anteriores. Além do local de formação ser diferente, ele também será menos intenso. “Quanto maior a intensidade, maior é o risco de ventanias. Este será mais fraco, então o efeito principal será a chuva”, esclarece o especialista.

Nascimento ressalta que ciclones extratropicais não são tão comuns em janeiro, o que levanta um alerta. Normalmente, o fenômeno costuma acontecer entre o outono e inverno, em especial no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Para ele, o aumento na frequência desses episódios reflete as mudanças climáticas.

“Estamos vivendo o extraordinário. Estas mudanças impactam tanto na intensidade quanto na ocorrência desses sistemas”, afirma. (Com Glogo Rural)

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