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Janeiro fecha com redução de 25% nos casos notificados de dengue na capital

Dados foram divulgados ontem pela Gerência Técnica de Endemias  da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde)

05/02/2020 - 10h09

Campo Grande

Janeiro fecha com redução de 25% nos casos notificados de dengue na capital (Foto: Divulgação/]Prefeitura)

Janeiro terminou com 25% de notificações a menos de dengue, se comparado com o mesmo mês do ano anterior. Conforme os dados parciais divulgados pela Gerência Técnica de Endemias  da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) de Campo Grande  na terça-feira (4), foram notificados 2.273 casos da doença no primeiro mês deste ano, contra 3.027 no mesmo período em 2019. Os casos de zika e de chikungunya também tiveram redução.


Apesar do saldo considerado positivo,  a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo, destaca que as ações continuarão sendo intensificadas, a fim de manter a redução no número de casos.


“Desde o fim do ano passado estamos trabalhando para garantir que este ano a gente não sofra uma nova epidemia das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Para tanto o trabalho preventivo é fundamental. É importante ressaltar também que a população tem um papel fundamental neste processo, somente com a colaboração de todos nós vamos ter sucesso nesta batalha”, disse.


Os casos de zika e chikungunya também foram menores em janeiro deste ano. Em 2019 foram 78 notificações de zika e 69 de chikungunya, contra 25 e 12 respectivamente, neste ano.


O boletim epidemiológico completo com série histórica está disponível clicando aqui.


Estratégias


Como uma das estratégias adotadas para conter o avanço dos casos das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti a Prefeitura de Campo Grande lançou no mês passado a “Operação Mosquito Zero – É matar ou morrer”.


Durante os próximos 70 dias diversos órgãos da administração municipal, instituições públicas e privadas, estarão mobilizados nas ações de enfrentamento  do mosquito.


A primeira etapa da campanha aconteceu na região do Imbirussu, onde mais de 4,2 mil imóveis foram inspecionados e 2 mil depósitos eliminados, além de 17 caminhões de materiais inservíveis recolhidos durante dez dias.


A segunda etapa da megaoperação foi lançada nesta terça-feira (4) e segue até o dia 11 na região do Anhanduizinho com seis pontos de coleta de materiais inservíveis e mais de 300 servidores envolvidos.


Infestação pelo Aedes


Conforme o LIRAa (Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo o Aedes aegypti), sete áreas de Campo Grande foram classificadas com o risco de surto de doenças transmitidas pelo mosquito.


O número de áreas em alerta praticamente dobrou, em comparação com o último LiRaa divulgado em novembro do ano passado, passando de 22 para 42 áreas. Dezoito áreas permanecem com índices satisfatórios.


O índice mais alto foi detectado na área de abrangência da USF Iracy Coelho, com 8,6% de infestação. Isso significa que de 233 imóveis vistoriados, em 20 foram encontrados depósitos. 


A área da USF Azaleia aparece em segundo com 7,4% de infestação, seguido da USF Jardim Antártica, 5,2%, USF Alves Pereira, 4,8, USF Sírio Libanês, 4,4%, Jardim Noroeste, 4,2% e USF Maria Aparecida Pedrossian (MAPE), 4,0%.

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