A ampliação do prédio próprio da Câmara de Dourados, envolta em suspeitas e com custo já superior a R$ 19 milhões, voltou ao centro das atenções. A 16ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo para cobrar explicações formais da Mesa Diretora sobre o destino da obra, que segue paralisada.
O procedimento, de número 09.2026.00000917-8, foi aberto pelo promotor Luiz Eduardo Sant’Anna Pinheiro, responsável pela área de defesa do patrimônio público no município.
De acordo com o portal Douranews, o promotor solicitou aos integrantes da Mesa — Liandra Brambilla, Ademar Cabral, Rogério Yuri e Márcio Pudim — informações detalhadas sobre quais medidas técnicas, administrativas e legais estão sendo adotadas para resolver a situação.
Desde que assumiu a condução da Casa, a atual Mesa determinou a suspensão dos serviços de ampliação e reforma, que vinham sendo executados por uma empreiteira de Mato Grosso. Paralelamente, a Câmara contratou uma auditoria no valor de R$ 40 mil para avaliar a viabilidade de continuidade do projeto e também um engenheiro para acompanhar a estrutura inacabada.
Custos crescentes e sede provisória
A reforma foi iniciada em 2023, mas acabou interrompida diante de suspeitas de falhas de projeto, possíveis irregularidades e ausência de adequações de acessibilidade.
O Ministério Público apura indícios de gastos ineficientes e eventuais fraudes. O valor inicial da obra era estimado em R$ 17 milhões, mas já ultrapassa R$ 19 milhões.
Enquanto o impasse se arrasta, o Legislativo douradense segue funcionando em espaço alugado no Shopping Avenida Center, com custo aproximado de R$ 70 mil mensais aos cofres públicos.
A presidente da Câmara, Liandra Brambilla, já sinalizou a possibilidade de construção de uma nova sede, utilizando projeto estrutural anteriormente contratado na gestão passada. Agora, com a instauração do procedimento pelo Ministério Público, a pressão por uma definição ganha novo capítulo
