Quem vai pedir o Passe do Estudante pela primeira vez em 2026 ou ficou sem o benefício no ano passado vai precisar colocar a mão no bolso. Para emitir o novo cartão, será cobrada uma taxa equivalente a três passagens de ônibus, o que já começa o ano pesando no orçamento de muitas famílias em Campo Grande.
A exigência tem causado insatisfação entre estudantes, principalmente aqueles que dependem exclusivamente do transporte público para ir à escola ou à faculdade.
Muitos afirmam que não foram informados com antecedência suficiente e reclamam que, além da taxa, agora também precisam cumprir uma série de exigências no sistema de cadastro.
Outra mudança que tem gerado transtornos é a obrigatoriedade do envio de foto digital, inclusive para quem já tinha cadastro antigo. A imagem precisa seguir padrões técnicos e, se for rejeitada, o estudante precisa reenviar até ser aceita.
Na prática, isso tem atrasado processos e provocado filas virtuais no sistema.
Há casos de alunos que já tentaram enviar a foto várias vezes e ainda não conseguiram validação, o que aumenta o receio de ficar sem o cartão no início do ano letivo.
Depois da foto, o estudante precisa imprimir o cadastro e levar até a escola ou faculdade, que faz a validação final. Só depois disso o cartão entra na fila de produção. O problema é que qualquer erro no preenchimento faz o processo voltar para o início.
Para quem estuda longe de casa, a situação é ainda mais complicada: sem o cartão validado, o aluno paga tarifa cheia até que tudo seja regularizado.
Correções só presencialmente
Se o estudante errar algum dado ou precisar alterar endereço, turno ou linha de ônibus, a correção só pode ser feita presencialmente no Centro, o que obriga deslocamento e perda de tempo, principalmente para quem mora nos bairros mais afastados.
No caso de alunos com pais separados, a exigência de apresentar dois endereços presencialmente também tem sido alvo de críticas.
Mesmo depois de pronto, o estudante ainda precisa ficar atento: se o cartão não for retirado em até dez dias, ele é devolvido ao sistema e o benefício pode ser cancelado, obrigando o aluno a refazer todo o processo.
Enquanto isso, a realidade para muitos é simples: sem o passe, não tem como estudar. E, para quem depende do transporte coletivo todos os dias, a taxa inicial e a burocracia viraram mais um obstáculo no começo do ano.
