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Prefeitos pressionam Planalto visando andamento da pauta municipalista

Na pauta do encontro, os destaques foram os temas anunciados durante a XXII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios

01/08/2019 - 10h57

De Brasília 

Aroldi durante audiência no governo (Foto: Divulgação)

Após o fim do recesso parlamentar, os prefeitos voltaram a pressionar o Palácio do Planalto visando o andamento das pautas prioritárias do movimento municipalista, uma vez que o Congresso Nacional retoma esta semana as discussões de matérias de interesse dos municípios.


Após se reunir com o ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, Luiz Eduardo Ramos, na semana passada, o presidente da CNM (Confederação Nacional de Municípios), Glademir Aroldi, teve novo encontro na pasta na quarta-feira (31).


Dessa vez, o dirigente foi recebido pela secretária especial de Assuntos Federativos da Pasta, Deborah Arôxa.


Na pauta do encontro, os destaques foram os temas anunciados durante a XXII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, como a disponibilização de linha de crédito para pagamento de precatórios; a regulamentação do Comitê de Revisão da Dívida Previdenciária Municipal; e a publicação de decreto de compensação para os Regimes Próprios de Previdência Social.


Outra medida – que está no Congresso Nacional – se refere à inclusão dos municípios no texto da Reforma da Previdência.


A Confederação pediu o apoio do governo na tramitação da matéria no Legislativo.


Aroldi destacou a urgência de disponibilização de linha de crédito para os precatórios.


“Como os municípios não conseguem pagar, a justiça determina o sequestro de valores. São cerca de R$ 40 bilhões de precatórios que, caso disponibilizada essa linha de crédito, vão fazer girar a economia do país”, disse.


O tesoureiro da entidade, Jair Souto, reforçou a necessidade da pauta e alertou para “cada vez mais vemos a estrutura municipal diminuindo, com mais responsabilidades”, apontou.


Arôxa reconheceu a importância do tema e ressaltou que é preciso alinhar junto ao Poder Judiciário a questão do sequestro desses valores. 


Ela destacou, ainda, que, dentre os pontos apresentados, a regulamentação do comitê que vai tratar do "encontro de contas" é o mais avançado.


“Essa pauta a gente já está tratando. É o ponto mais rápido. Os demais precisam ainda de mais estudo para definir as ações”, afirmou.


Além disso, afirmou que deverão ser realizadas reuniões entre os técnicos da CNM e do Ministério a fim de que possa haver o aprofundamento nos temas prioritários aos municípios. 


Com informações da Agência CNM

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