A redução do apoio eleitoral em seis dos nove estados do Nordeste levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a intensificar a campanha na região, onde concentrou parte de sua agenda neste sábado (10).
Em visita ao Rio Grande do Norte, o candidato à reeleição pediu votos para o segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL) e apresentou investimentos em educação como um dos principais argumentos para conquistar o eleitorado.
Mesmo com a perda de votos em comparação à eleição anterior, Lula manteve vantagem sobre o adversário na região. No primeiro turno deste ano, recebeu mais de 21,4 milhões de votos no Nordeste, correspondentes a 63,77% dos votos válidos.
Durante o evento, o presidente defendeu a ampliação das oportunidades educacionais e citou a instalação de equipamentos tecnológicos, incluindo supercomputadores no Rio Grande do Norte e na Paraíba.
Também mencionou a expansão de universidades, institutos de pesquisa e a formação de médicos desde o início de seu atual mandato, em 2023.
Lula afirmou que pretende reduzir as diferenças de acesso à educação entre as regiões brasileiras. Segundo ele, os estados nordestinos precisam contar com as mesmas condições de desenvolvimento oferecidas em outras partes do país.
A agenda reuniu aliados políticos, entre eles os governadores Jerônimo Rodrigues (PT), da Bahia, Rafael Fonteles (PT), do Piauí, e Elmano de Freitas (PT), do Ceará.
O presidente também participou da campanha de Cadu de Lula (PT), candidato ao governo do Rio Grande do Norte. O petista disputa o segundo turno contra Allyson Bezerra (União Brasil), que terminou a primeira votação com 36,94% dos votos, enquanto Cadu recebeu 36,16%.
Durante o encontro, Lula comparou a trajetória política de Cadu à de Rafael Fonteles, destacando que ambos ocuparam o cargo de secretário estadual da Fazenda antes de concorrer ao governo.
A passagem pelo Rio Grande do Norte faz parte da mobilização da campanha presidencial para ampliar o apoio ao petista antes da votação decisiva, marcada para 25 de outubro. O Nordeste permanece como uma das principais bases eleitorais de Lula, embora o desempenho registrado no primeiro turno tenha mostrado uma redução de sua vantagem em parte da região.
