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Política

Campanha regulariza canal ‘Exército do Lula’ após suspensão do TSE

Criado pelo deputado André Janones, Exército do Lula foi alvo de duas ordens de suspensão;

Conjuntura Online
13/10/26 às 15h38
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Campanha regulariza canal ‘Exército do Lula'. (Foto: Reprodução)

Uma disputa judicial envolvendo um canal de WhatsApp com 4,2 milhões de seguidores ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (13).

Após duas determinações de suspensão, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou oficialmente o Exército do Lula no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), cumprindo uma exigência para a continuidade das atividades da ferramenta.

Criado e administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o canal reúne apoiadores do presidente e é utilizado para divulgar mensagens e orientar a mobilização de eleitores nas redes sociais durante o segundo turno da eleição presidencial.

A regularização ocorreu depois que o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, voltou a determinar a suspensão do canal por falta de comunicação formal à Justiça Eleitoral. Com o registro, o ministro considerou superada a exigência que motivou a restrição e liberou o funcionamento da ferramenta.

Disputa entre ministros provocou decisões contrárias

O caso chegou à Justiça Eleitoral após questionamentos apresentados pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno. A candidatura do senador acusa o canal de divulgar informações falsas e pede medidas contra sua utilização.

No domingo (11), Nunes Marques determinou a suspensão da ferramenta, mas a decisão foi revertida pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, responsável por analisar uma ação relacionada ao mesmo assunto.

Nesta terça-feira, o presidente do tribunal voltou a impor restrições, argumentando que o canal precisava estar formalmente vinculado à campanha petista.

A controvérsia também envolve o conteúdo das publicações. Um relatório técnico do TSE informou não ter encontrado, entre as mensagens analisadas de 2 a 11 de outubro, reproduções das afirmações falsas apontadas na investigação. Entretanto, a análise registrou a existência de mensagens apagadas ou editadas, além de indícios de mobilização coordenada.

Publicações continuarão sob fiscalização

Mesmo com a regularização, o canal continuará sujeito ao acompanhamento da Justiça Eleitoral. O TSE poderá analisar eventuais irregularidades, incluindo a divulgação de conteúdos que já tenham sido proibidos por decisões judiciais.

A Meta, responsável pelo WhatsApp, também deverá colaborar na identificação e remoção de publicações que reproduzam conteúdos alcançados por ordens de retirada.

Janones e integrantes da campanha de Lula criticaram as suspensões, classificando as medidas como censura. Já a campanha de Flávio Bolsonaro sustenta que o canal deve respeitar as regras eleitorais e responder por eventuais irregularidades.

O episódio ocorre a menos de duas semanas do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro, em meio à intensificação das disputas judiciais e da mobilização digital das duas candidaturas.

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