O crescimento dos partidos de direita nas eleições de 2026 vai modificar a correlação de forças no Congresso Nacional a partir de 2027.
Com o avanço do PL (Partido Liberal) e a redução das bancadas de legendas ligadas ao Centrão, as negociações políticas terão uma nova configuração, independentemente do resultado da eleição presidencial.
O PL, partido de Flávio Bolsonaro, terá a maior representação nas duas Casas, com 121 deputados federais e 28 senadores.
Somados ao Novo e ao Missão, os partidos identificados com a direita reunirão 132 deputados e 31 senadores, ampliando sua influência nas votações, mas sem maioria suficiente para aprovar mudanças constitucionais isoladamente.
Centrão perde espaço, mas mantém influência
União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB e Podemos terão, juntos, 257 deputados e 34 senadores. Apesar da redução de algumas bancadas, essas legendas continuarão importantes para a formação de maiorias, embora não atuem necessariamente como um bloco único.
Entre as principais mudanças estão a diminuição da bancada da federação União Brasil-PP na Câmara e a perda de espaço do PSD no Senado, onde terá cinco representantes.
Presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab reconheceu a redução da influência do Centrão, mas ressaltou que a experiência política de suas lideranças continuará relevante nas negociações com o próximo governo.
Aprovação de reformas exigirá acordos
O fortalecimento da direita não elimina a necessidade de alianças. Para aprovar uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), são necessários 308 votos na Câmara e 49 no Senado, em dois turnos de votação em cada Casa.
A nova composição também influenciará a escolha dos presidentes da Câmara e do Senado, além de discussões envolvendo o STF (Supremo Tribunal Federal), incluindo eventuais pedidos de impeachment de ministros.
O cenário dependerá ainda do resultado do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro. Se Lula (PT) for reeleito, enfrentará um Congresso com oposição fortalecida. Caso Flávio Bolsonaro (PL) vença, contará com uma bancada partidária maior, mas também precisará negociar apoio para aprovar propostas.
A nova legislatura começa em 1º de fevereiro de 2027, quando os parlamentares eleitos assumirão seus mandatos e iniciarão as articulações para definir o comando das duas Casas. (As informações são da Jovem Pan)
