A três dias do segundo turno das eleições presidenciais, a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ultrapassa os atos de campanha e ganha espaço nas conversas privadas dos brasileiros.
O WhatsApp tornou-se um dos canais utilizados pelas duas candidaturas para divulgar propostas, mobilizar apoiadores e ampliar o alcance de conteúdos eleitorais.
A estratégia busca aproveitar a rapidez com que mensagens circulam entre familiares, amigos e grupos de diferentes interesses.
Ao contrário das publicações em redes sociais abertas, o conteúdo compartilhado pelo aplicativo pode chegar diretamente aos eleitores por meio de pessoas conhecidas, aumentando as possibilidades de circulação das informações.
Com a votação marcada para domingo (25), as campanhas procuram reforçar a comunicação digital, especialmente entre eleitores que ainda não definiram o voto e aqueles que precisam ser mobilizados para comparecer às urnas.
A utilização do aplicativo também permite que materiais produzidos pelas equipes de comunicação sejam redistribuídos por militantes, lideranças políticas e apoiadores em diferentes regiões do país.
Canais de milhões de seguidores entram na disputa
Uma das principais ferramentas utilizadas pelos apoiadores de Lula é o canal Exército do Lula, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A iniciativa reúne milhões de seguidores e distribui conteúdos favoráveis à reeleição do presidente.
Do lado de Flávio Bolsonaro, a mobilização ganhou força com a criação da Tropa do Flávio, canal voltado à divulgação de mensagens, vídeos e materiais de campanha do candidato do PL.
A atuação desses canais também chegou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A campanha de Flávio questionou o funcionamento do grupo ligado a Janones, enquanto aliados de Lula contestaram decisões judiciais que restringiram temporariamente a ferramenta.
A sequência de disputas levou representantes das duas candidaturas a reuniões com a Justiça Eleitoral para discutir regras de funcionamento e possíveis irregularidades na divulgação de propaganda política. (R7)
