A decisão que impediu Jerson Domingos (União Brasil) de permanecer na disputa por uma vaga na ALEMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) provocou mudanças na lista de suplentes da Federação União Progressista.
Com a retirada do ex-conselheiro do TCE-MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul), Dione Hashioka (União Brasil) avançou uma posição e passou a ser a segunda suplente do grupo político.
A nova classificação foi definida nesta quarta-feira (21), após o TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) revisar o resultado das eleições de 4 de outubro.
A recontagem considerou a anulação dos 16.884 votos recebidos por Jerson, que havia conquistado a segunda suplência.
Com a alteração, o ex-secretário estadual Marcelo Miranda (PP) permanece como primeiro suplente, com 23.112 votos. Dione Hashioka, que recebeu 15.244 votos, assume a posição anteriormente ocupada por Jerson.
Embora tenha modificado a ordem dos candidatos que poderão ser convocados em caso de afastamento de deputados titulares, a revisão não interferiu no número de cadeiras conquistadas pelos partidos.
A Federação União Progressista continua com quatro representantes eleitos: Gerson Claro (PP), Londres Machado (PP), Hélio Peluffo (PP) e Professor Rinaldo Modesto (União Brasil).
Entenda por que os votos foram anulados
A revisão do resultado eleitoral ocorreu após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitar o registro de candidatura de Jerson Domingos, em julgamento concluído no dia 8 de outubro.
A Corte acolheu recurso do MPE (Ministério Público Eleitoral) e reformou a decisão do tribunal regional, que inicialmente havia considerado o candidato apto a participar da eleição.
Com o indeferimento do registro, os votos recebidos por Jerson deixaram de ser contabilizados individualmente para sua classificação, exigindo uma nova totalização do resultado.
O ex-conselheiro do Tribunal de Contas é citado em investigações relacionadas às operações Omertà e Armagedon. A existência desses procedimentos, por si só, não significa condenação criminal definitiva.
A decisão eleitoral ainda poderá ser questionada no STF (Supremo Tribunal Federal), embora uma eventual revisão dependa de novo julgamento.
Por enquanto, o efeito prático da retotalização fica restrito à lista de suplentes. Os deputados eleitos mantêm seus mandatos, enquanto Dione Hashioka melhora sua posição para uma eventual convocação à Assembleia Legislativa. (As informações são do portal G1)
