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Política

Nunes Marques abre caminho para rever pena de 27 anos de Bolsonaro

Ministro dá prazo de dez dias para PGR se manifestar sobre pedido da defesa que busca reverter condenação do ex-presidente

Conjuntura Online
29/10/26 às 07h00
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O ministro do STF, Nunes Marques. (Foto: Reprodução)

O ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu andamento ao pedido de revisão da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sentenciado a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado.

A decisão, divulgada na quarta-feira (28), estabelece prazo de dez dias para que a PGR (Procuradoria-Geral da República) apresente parecer sobre o caso.

O despacho foi assinado na segunda-feira (26), um dia após o segundo turno das eleições presidenciais. Nunes Marques já havia sinalizado que aguardaria o encerramento do processo eleitoral para analisar a revisão criminal, por considerar que uma decisão anterior poderia interferir na disputa.

A defesa de Bolsonaro tenta anular a condenação imposta pela Primeira Turma do Supremo em setembro de 2025. Os advogados alegam irregularidades na condução do processo, incluindo cerceamento de defesa, dificuldades de acesso integral às provas e questionamentos sobre procedimentos adotados durante a investigação.

O novo pedido, apresentado em setembro, também utiliza um parecer técnico para contestar a verificação de parte das provas digitais. Segundo os advogados, não foi possível confirmar integralmente a origem e o tratamento de determinados materiais utilizados na condenação. O documento, porém, não conclui que houve adulteração das provas.

Nunes Marques assumiu a relatoria por integrar a Segunda Turma do STF, que não participou do julgamento original. Após a manifestação da PGR, a expectativa é que o ministro encaminhe o processo para análise do plenário da Corte.

Esta é a segunda tentativa de Bolsonaro de reverter a condenação por meio de revisão criminal. No primeiro pedido, apresentado em maio, a Procuradoria se manifestou contra a anulação da sentença, argumentando que não haviam sido apresentados fatos ou provas novos suficientes para justificar a medida.

O ex-presidente permanece em prisão domiciliar, em Brasília, enquanto busca reverter a condenação. A decisão de Nunes Marques não altera a pena neste momento, mas permite o avanço da análise judicial. Ainda não há data prevista para o julgamento do pedido.

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