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Política

PL pode lançar Rogério Marinho à presidência do Senado na quarta-feira

Partido reúne parlamentares para definir estratégia contra a reeleição de Davi Alcolumbre; senadora Tereza Cristina também mantém candidatura.

Conjuntura Online
30/10/26 às 16h19
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PL deve lançar Rogério Marinho (centro) à Presidência do Senado. (Foto: Reprodução)

A tentativa de barrar a permanência de Davi Alcolumbre (União-AP) na presidência do Senado deve movimentar os bastidores políticos na próxima quarta-feira (4).

O PL (Partido Liberal) convocou sua bancada para discutir a eleição interna de fevereiro de 2027 e poderá oficializar o nome de Rogério Marinho (PL-RN) como candidato ao comando da Casa.

A articulação ocorre em meio à busca de Alcolumbre por apoio para continuar à frente do Senado.

O atual presidente tenta reunir votos de diferentes grupos políticos, enquanto parlamentares da oposição discutem uma candidatura capaz de enfrentar sua tentativa de reeleição.

A possível escolha de Marinho, no entanto, não encerra as divergências entre os partidos de direita. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também pretende disputar o cargo e mantém sua posição mesmo diante do apoio anunciado por sua legenda à continuidade de Alcolumbre.

Para a parlamentar sul-mato-grossense, a eleição deve respeitar a autonomia dos senadores, que votam secretamente e não são obrigados a seguir as orientações partidárias.

Nesse cenário, a existência de duas candidaturas ligadas à oposição poderá dificultar a concentração de votos em um único nome.

Disputa pelo comando do Congresso

A reunião de quarta-feira também servirá para alinhar a atuação dos parlamentares eleitos em outubro, que participarão da escolha das novas mesas diretoras do Congresso.

A candidatura de Marinho é vista por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro como uma alternativa para ampliar a presença da oposição no comando do Legislativo. Já Tereza Cristina aposta no diálogo com diferentes bancadas, incluindo as 12 novas senadoras eleitas para a próxima legislatura.

Alcolumbre, por sua vez, procura ampliar sua base de sustentação por meio de negociações políticas e sinalizações sobre temas defendidos pela direita, entre eles a discussão de um eventual indulto a Bolsonaro.

Com três nomes na disputa, a eleição para a presidência do Senado deverá exigir novas articulações até fevereiro. A reunião do PL poderá indicar se a oposição caminhará para uma candidatura unificada ou manterá diferentes alternativas contra Alcolumbre.

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