Antes de iniciar o segundo mandato, o governador Eduardo Riedel (PP) colocou as propostas apresentadas durante a campanha sob análise técnica e financeira.
Uma equipe de oito integrantes terá a missão de verificar o que será necessário para tirar do papel os compromissos previstos para o período de 2027 a 2030.
O trabalho foi determinado pelo Decreto nº 16.806, assinado na segunda-feira (5), um dia após a reeleição de Riedel, e publicado no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (6).
A equipe será coordenada pelo vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, e terá até 4 de dezembro para apresentar um diagnóstico ao governador. O levantamento deverá apontar prioridades, custos, riscos e obstáculos que possam interferir na execução das propostas.
Um dos principais pontos será a situação financeira do Estado. Cada medida deverá ter o impacto calculado no curto, médio e longo prazo, permitindo ao governo avaliar como os compromissos poderão ser incorporados ao orçamento.
Também serão mapeados projetos e programas que já estão em andamento e que tenham relação com o plano apresentado para os próximos quatro anos. A intenção é identificar quais ações podem ter continuidade e quais dependerão de ajustes administrativos, jurídicos ou financeiros.
O diagnóstico poderá resultar ainda em mudanças na própria estrutura do governo. O decreto permite avaliar reformas administrativas, reestruturação de cargos e até a criação de novas instâncias, caso sejam consideradas necessárias para colocar as propostas em prática.
Riedel já havia sinalizado, após a vitória nas urnas, que o período até janeiro seria usado para avaliar a estrutura da administração e a composição da equipe. O governador afirmou estar satisfeito com o atual grupo, mas não descartou alterações para o início da nova gestão.
Além de Barbosinha, participam dos trabalhos representantes das áreas de Governo e Gestão Estratégica, Fazenda, Casa Civil, Comunicação e Desenvolvimento, além de consultoria legislativa.
Outra atribuição será transformar os compromissos assumidos na campanha em metas mensuráveis. Para isso, serão definidos indicadores de desempenho, etapas intermediárias e cronogramas que permitam acompanhar o cumprimento das propostas durante o mandato.
O resultado também servirá de base para instrumentos como o PPA (Plano Plurianual), a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e a LOA (Lei Orçamentária Anual), aproximando as propostas da capacidade financeira do Estado.
A preocupação com as contas públicas já vinha sendo apontada por Riedel. O governador citou os possíveis efeitos da reforma tributária, as limitações para o crescimento da arrecadação e a redução das receitas ligadas à importação de gás natural da Bolívia entre os fatores que deverão entrar no planejamento dos próximos anos.
O relatório final deverá ser entregue em 4 de dezembro, menos de um mês antes do início do novo mandato, marcado para 1º de janeiro de 2027.
