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Em Bonito, balneário é fechado pela fiscalização devido irregularidades

Grupo de Trabalho, criado pelo governo estadual, inicia operação Carga Máxima para fiscalizar balneários que ficam às margens do Rio Formoso.

10/02/2024 - 07h23

Campo Grande

Balneário Bosque das Águas (Foto: Reprodução )

A Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) fechou ontem (9) um balneário de Bonito (MS), a 297 km de Campo Grande, nesta sexta-feira (9), por infringir série de normas ambientais, informa o G1 MS.


De acordo com a publicação, o cancelamento da Licença de Operação, que resultou na interdição do balneário, foi realizado dentro da operação Carga Máxima da Semadesc ao longo do Rio Formoso, que envolve fiscais, policiais ambientais, técnicos e gestores estaduais e municipais.


O secretário executivo de Meio Ambiente da Semadesc, Artur Falcette, afirmou que o objetivo da ação é verificar se os atrativos turísticos estão cumprindo as regras estabelecidas pelo órgão ambiental quando foi concedido a licença de funcionamento, como quantidade correta de visitantes e ações de conservação do meio ambiente.


Segundo a Semadesc, o proprietário do Bosque das Águas já tinha sido multado em R$ 180 mil por quatro infrações ambientais, constatadas após vistoria feita no dia 18 de janeiro. Além disso, os fiscais reforçaram que o local já tinha sido multado anteriormente pelas mesmas práticas.


O g1 procurou a administração do Bosque das Águas, mas não obteve retorno até a publicação.

Entre as infrações reportadas pelos fiscais e policiais ambientais, estão:


Superlotação, com número de pessoas muito acima do permitido;

Bares e equipamentos de som espalhados nas margens do rio (área de preservação ambiental);

Pessoas dentro do rio, ou nas margens, com garrafas de vidro, consumindo alimentos em plataformas flutuantes (o que não é permitido);

Pessoas transitando na vegetação nativa sem nenhum cuidado ou orientação.


Força tarefa


A operação começa na manhã deste sábado (10) e termina na terça-feira (13), e envolve fiscais do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), Polícia Militar Ambiental (PMA), fiscais da Prefeitura de Bonito, Corpo de Bombeiros e Ministério Público Estadual.


O promotor de Meio Ambiente de Bonito, Alexandre Estuqui Junior, também vai acompanhar pessoalmente as diligências, assim como batalhão de choque da Polícia Militar ficará de prontidão, caso seja necessário.


Rio Formoso em perigo


A operação é uma das ações desenvolvidas pelo GTI (Grupo de Trabalho Interinstitucional) criado em dezembro do ano passado, pelo governador Eduardo Riedel (PSDB), para estudar medidas que ampliem a proteção sobre o Rio Formoso, tendo em vista a fragilidade do curso d’água e o aumento desproporcional de atividades turísticas instaladas ao longo de suas margens.


“Vimos nos últimos feriados que isso (superlotação) ocorreu em alguns balneários. Inclusive, nós já temos providência em relação àqueles balneários que praticaram este ilícito para que a gente não tenha mais este tipo de problema lá. Nossa intenção é proteger as nossas águas, proteger o Rio Formoso, proteger Bonito para garantir a sustentabilidade daqueles atrativos”, afirmou o diretor presidente do Imasul, André Borges.


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