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Municípios

Sob pressão, Adriane Lopes cria grupo para rever IPTU

Revisão fica para 2026 enquanto moradores reclamam de aumentos sucessivos

Conjuntura Online
28/01/26 às 06h26
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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes. (Foto: Reprodução)

Após reclamações da população sobre o valor elevado do IPTU, a prefeita Adriane Lopes (PP) decidiu criar um grupo de trabalho para revisar as regras que definem o cálculo do imposto em Campo Grande.

A medida vem na esteira da insatisfação crescente de contribuintes que questionam aumentos considerados desproporcionais e a falta de transparência nos critérios usados pela administração municipal.

O grupo terá a missão de revisar a PGV (Planta Genérica de Valores) e o Manual de Cadastro Técnico, instrumentos que servem de base para definir quanto cada imóvel paga de IPTU.

O prazo para conclusão dos estudos foi fixado em 31 de julho de 2026, o que indica que eventuais mudanças não devem surtir efeito imediato no bolso do contribuinte.

Na prática, a prefeitura reconhece que os critérios atualmente adotados estão defasados e podem não refletir a realidade do mercado imobiliário.

A própria resolução que institui o grupo admite a necessidade de atualizar parâmetros usados para avaliar imóveis e manter o cadastro municipal em dia — fatores que impactam diretamente no valor final do imposto.

A iniciativa, no entanto, surge apenas após forte pressão popular, especialmente em bairros onde moradores relatam reajustes sucessivos do IPTU, mesmo sem melhorias visíveis em infraestrutura urbana ou serviços públicos. O tema tem sido recorrente em audiências públicas, redes sociais e na Câmara Municipal, colocando a administração sob desgaste político.

O grupo será composto por servidores de diferentes áreas da prefeitura, convocados conforme a demanda dos estudos. Não haverá pagamento de gratificação ou qualquer remuneração extra pela participação, segundo o ato administrativo.

Com a criação do grupo, a prefeitura sinaliza a possibilidade de mudanças na forma de cálculo do IPTU ao longo de 2026. Ainda assim, especialistas avaliam que o impacto real dependerá da profundidade da revisão e da disposição política do Executivo em corrigir distorções históricas que penalizam o contribuinte.

A criação do grupo de trabalho foi oficializada por meio de publicação no Diogrande, o Diário Oficial de Campo Grande, em ato assinado pelo secretário municipal da Fazenda, Isaac José de Araújo, na terça-feira (27).

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