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Municípios

Temporal extremo coloca Corumbá em situação de emergência

Volume atípico de chuva em poucos minutos causou danos em bairros, vias e imóveis

Conjuntura Online
29/01/26 às 09h54
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Temporal provoca alagamentos e Corumbá decreta emergência . (Foto: Prefeitura)

Um temporal de intensidade fora do padrão atingiu Corumbá na noite de terça-feira (27) e provocou uma série de transtornos em diferentes regiões da cidade.

Diante dos danos e da dimensão dos impactos, a prefeitura decidiu decretar situação de emergência, reconhecendo que a força da chuva superou a capacidade imediata de resposta do município, informa o portal de notícias G1MS.

O decreto, segundo a publicação, foi oficializado na quarta-feira (28) e estabelece que o cenário enfrentado se enquadra como um evento climático extremo, com consequências diretas para moradores, infraestrutura urbana e serviços públicos.

Em poucos minutos, ruas ficaram submersas, casas foram invadidas pela água e dezenas de famílias tiveram perdas materiais.

Segundo informações técnicas, o volume de chuva registrado em um curto espaço de tempo foi muito acima do esperado para o período. A concentração da precipitação sobrecarregou o sistema de drenagem, provocando enxurradas e alagamentos em vários bairros.

Além dos prejuízos a residências, o temporal também causou danos em vias públicas, equipamentos urbanos e estruturas municipais. A prefeitura afirma que a situação exige ações emergenciais para assistência às famílias atingidas e para a recuperação das áreas mais afetadas.

Com a vigência do decreto, válida por 180 dias, o Executivo municipal poderá mobilizar toda a sua estrutura administrativa para coordenar as ações de resposta ao desastre, sob orientação da Defesa Civil.

A medida também permite a contratação direta de serviços, obras e fornecimentos necessários para enfrentar a crise, desde que relacionados exclusivamente à situação emergencial e dentro do prazo legal.

Mapeamento

As áreas atingidas ainda serão oficialmente delimitadas em um levantamento técnico que está em elaboração. Esse mapeamento servirá de base para as próximas etapas de atendimento e reconstrução.

Ao comentar a decisão, o prefeito Dr. Gabriel Alves de Oliveira afirmou que o município foi atingido por um fenômeno hidrometeorológico extremo, com impactos sociais e materiais significativos, o que, segundo ele, justifica a adoção das medidas previstas na legislação federal de proteção e defesa civil.

O decreto também é assinado pelo secretário municipal de Segurança Pública e Defesa Social, Fernando Jorge Castro de Lucena, e pelo superintendente municipal de Proteção e Defesa Civil, Silvanei Barbosa Coelho. A Defesa Civil municipal segue reunindo dados para a consolidação do laudo técnico e a classificação definitiva do desastre.

Defesa Civil explica por que não houve alerta

Em nota, a Defesa Civil informou que não foi possível emitir alerta prévio à população porque a chuva ocorreu de forma súbita, sem margem para previsão precisa. De acordo com o órgão, foram registrados mais de 106 milímetros de chuva em cerca de 50 minutos — um dos maiores volumes já medidos em tão curto intervalo desde a instalação dos equipamentos de monitoramento no município.

Segundo a explicação, os sistemas meteorológicos conseguem apontar a possibilidade de chuva, mas não permitem prever picos tão elevados em espaço de tempo tão reduzido. Ainda conforme o órgão, não houve evolução gradual do fenômeno que possibilitasse a adoção de medidas preventivas antes do início da precipitação.

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