Conjuntura - o 1º Site Político de MS
O 1º site político de Mato Grosso do Sul | Quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
Política

Contra ameaças dos EUA, cubanos marcham com tocha em Havana  

O presidente dos EUA tem feito diversas ameaças à ilha caribenha desde o ataque norte-americano à Venezuela

Conjuntura Online
28/01/26 às 10h49
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Cubanos participam da Marcha das Tochas em Havana (Foto: Adalberto Roque/AFP)

Milhares de cubanos, em sua maioria jovens, marcharam em Havana na noite dessa terça-feira para protestar contra as ameaças dos EUA contra a ilha caribenha, durante a tradicional "marcha das tochas".

Este ano, a marcha, com seu forte significado histórico, também foi declarada "anti-imperialista", em um contexto de crescentes tensões entre Washington e Havana, após a operação militar dos EUA que culminou na captura, no início de janeiro, do então presidente venezuelano Nicolás Maduro, principal aliado político de Cuba na região.

Desde então, o presidente dos EUA, Donald Trump, endureceu suas críticas públicas a Cuba a ponto de instar a ilha a "chegar a um acordo", cuja natureza ele não especificou, "antes que seja tarde demais".

- Este não é um ato de nostalgia, é um chamado à ação - disse Litza Elena González Desdín, presidente da Federação de Estudantes Universitários, uma das organizações estudantis que convocaram a manifestação, à multidão reunida aos pés da escadaria da Universidade de Havana. - Em tempos de ameaça, a firmeza ideológica e a defesa da pátria são essenciais.

Liderando a marcha estava o presidente cubano Miguel Díaz-Canel, ao longo de um percurso de cerca de um quilômetro que serpenteava por diversas ruas de Havana.

- Nós somos a continuidade -da revolução, disse Lorena González, uma atleta de 18 anos. - Devemos seguir em frente e representar o país - afirmou ela enquanto marchava ao lado de seus colegas estudantes carregando tochas improvisadas.

Essa mobilização é tradicionalmente realizada em 27 de janeiro, véspera do aniversário do herói nacional cubano, José Martí (1853-1895), e recria um desfile organizado na noite de 27 de janeiro de 1953 pelo então estudante e futuro líder cubano Fidel Castro (1926-2016) e outros jovens, em desafio ao governo de Fulgencio Batista.

- Podemos ter milhares de problemas - comentou Migdelio Rosabal, um operário de 58 anos, referindo-se à grave crise estrutural que a ilha

atravessa, - mas os cubanos não têm medo, embora queiramos a paz. (Por AFP - Havana)

Últimas em Política
VER TODAS AS NOTÍCIAS
Conjuntura - o 1º Site Político de MS
O 1º site político de Mato Grosso do Sul
Conjuntura Online - Copyright © 2004-2026. Todos os direitos reservados.