Redação Conjuntura Online
O ex-governador de Mato Grosso do Sul e presidente regional do PL, Reinaldo Azambuja, usou as redes sociais para reforçar o discurso de união da direita e do campo conservador, ao comentar a caminhada simbólica realizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Para Azambuja, o ato extrapolou o simbolismo político e se transformou em um chamado nacional à coesão em torno de um projeto maior para o país.
Na avaliação do ex-governador, a mobilização não pode ser interpretada apenas como um gesto individual ou um movimento de visibilidade política.
Segundo ele, a caminhada representa um sinal claro de que vitórias eleitorais e transformações estruturais só se constroem de forma coletiva, especialmente em um cenário de disputas internas que, na sua visão, fragilizam o campo conservador.
“Pessoal, a caminhada do Nikolas não foi só um ato político, foi um sinal, um lembrete de que ninguém vence sozinho. A direita avança quando entende que o projeto Brasil é maior que as opiniões pessoais e que o futuro não pode ser travado por disputas internas”, afirmou Azambuja.
Ao longo da mensagem, o ex-governador defendeu que divergências fazem parte do processo democrático, mas alertou para os riscos de fragmentação.
Para ele, o momento exige maturidade política e capacidade de enxergar além de interesses individuais, colocando em primeiro plano o que classificou como uma “responsabilidade histórica” com o futuro do país.
“Precisamos olhar para o lado e perceber que o que nos une é muito mais forte do que aquilo que nos divide. Não é sobre nomes, é sobre um propósito. Não é sobre opinião pessoal, é sobre uma responsabilidade histórica”, destacou.
Azambuja também usou uma metáfora para reforçar o apelo à unidade, afirmando que projetos vencedores não se constroem com isolamento, mas com cooperação e diálogo interno.
“Quem quer um Brasil diferente não ergue muros, ajuda a construir a estrada. União não é concordar com tudo. União é caminhar juntos para vencer”, completou.
A caminhada citada por Reinaldo Azambuja percorreu cerca de 240 quilômetros e, segundo o ex-governador, ganhou dimensão nacional ao ecoar uma mensagem clara de mobilização e resistência política.
Na sua leitura, o gesto de Nikolas Ferreira reforça a ideia de que a direita organizada tem capacidade de avançar quando atua de forma coordenada.
“Atos como a caminhada do Nikolas reforçam a força da união para irmos mais longe. Foram 240 quilômetros que ecoaram em todo o país e deixaram uma mensagem clara: quando estamos juntos, a vitória se torna possível”, destacou.
Eleições 2026
A manifestação ocorre em um momento em que Reinaldo Azambuja desponta como principal nome na disputa pelo Senado em Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026.
O ex-governador lidera as intenções de voto e conta com o apoio do governador Eduardo Riedel (PP) e do ex-presidente Jair Bolsonaro, principal liderança da direita no país, embora preso – segundo a oposição, por perseguição política.
No plano nacional, Jair Bolsonaro indicou o senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato da direita à Presidência da República, definição que vincula diretamente a disputa estadual ao projeto político nacional do PL e sinaliza a estratégia do partido para a sucessão presidencial.
Nesse contexto, a fala de Azambuja reforça sua posição no debate interno da direita, bem como o alinhamento com o discurso de unidade defendido pelo bolsonarismo.
