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Mandetta diz que quer ajudar o Brasil a sair dessa polarização absurda

Sobre voltar ao Congresso, ele afirmou que ainda não refletiu sobre a questão e dependerá de definições de seu estado, Mato Grosso do Sul.

07/01/2022 - 06h56

De Brasília

Ex-ministro da Saúde, Mandetta (Foto: Reprodução )

"Eu tenho minha posição desde o início e nunca me coloquei como pré-candidato. Mas, estou aqui para ajudar o Brasil a sair dessa polarização absurda", afirmou, o ex-ministro da Saúde do governo do presidente Jair Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta (DEM), ao se colocar à disposição inclusive para compor uma eventual dobradinha com o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro (Podemos). 


A declaração de Mandetta foi dada recentemente durante entrevista ao jornal O Estado de Minas. De acordo com o político, o maior desafio agora "é não dispersar" as candidaturas.


De acordo com a publicação, o ex-ministro é um dos nomes em jogo para ser vice-presidente na chapa de Sérgio Moro. Ao que tudo indica, a aliança entre União Brasil e Podemos lançará o nome que acompanhará o ex-juiz na corrida para a presidência da República de 2022.


Em entrevista ao Correio, Mandetta afirmou que a definição da chapa depende da escolha do presidenciável, que ainda não foi determinada por uma coalizão de partidos de centro-direita. "Desde maio, estamos formatando um grupo com esses partidos DEM, MDB, União Brasil, PV, Cidadania e Podemos. A gente tem uma mesa política e sempre foi combinado trabalhar os nomes [dos presidenciáveis das legendas] durante o recesso. Todas as legendas vão ver qual será a melhor forma e com quem deve se fazer uma composição para uma aliança ampla, uma frente ampla de pessoas", disse.


O ex-parlamentar destacou também que é preciso analisar qual o "melhor nome", "que ajuda a prosperar" em uma chapa presidencial. "Não sei se vai ser Doria, Eduardo Leite, Simone Tebet. O importante é ser o que for melhor para não fragmentar e sair várias chapas distintas. Nesse momento é preciso não ter vaidade e ter um enfrentamento unido", afirmou.


Ao ser questionado se a coalizão seria semelhante à federação que está sendo montada por partidos de esquerda - encabeçada pelo PT - , o ex-ministro afirmou que é difícil, haja visto que a proposta esquerdista "é um arranjo muito maior e permanece por quatro anos". 


O ex-ministro afirmou que o PSD ainda não está na formação, mas "vamos ver como [o presidente do partido Gilberto] Kassab vai conduzir e certamente estamos abertos para a entrada do partido [na coalizão]''.


Questionado se voltaria ao Congresso Nacional, onde cumpriu dois mandatos como deputado federal, Mandetta afirmou que ainda não refletiu sobre a questão e dependerá de definições de seu estado, Mato Grosso do Sul. "Ainda não refleti sobre a política regional do meu estado. Estou focado em ajudar a construir um projeto de nação, de Brasil", finalizou.


Presidentes engavetam consulta popular


Os presidentes nacionais do União Brasil e do Podemos pretendiam criar uma consulta popular para definir o melhor candidato da chamada terceira via. Como a aliança está se tornando mais forte, os caciques engavetaram a proposta.

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